Taxistas fecham fronteira em manifestação cobrando mais segurança

Um grupo de taxistas fechou a fronteira do Brasil com a Bolívia por um período de 15 minutos na manhã desta quarta-feira (09). A mobilização, que aconteceu em frente ao Posto Esdras, chamou atenção para a insegurança vivida pela categoria na cidade. Em duas semanas, os profissionais foram vítimas de violência. Nesta quarta-feira, um taxista foi encontrado morto na parte alta de Corumbá e os ladrões fugiram com o carro dele. No dia 26 de fevereiro, outro profissional foi agredido numa tentativa de roubo do veículo.

“Essa mobilização é para que todos, bolivianos quanto brasileiros, fiquem sabendo da nossa situação. Estamos trabalhando debaixo de tensão. Há alguns dias um companheiro nosso foi assaltado, apanhou, sofreu pressão psicológica. Sabemos que as autoridades estão correndo atrás da forma como é a correta [como estabelece a lei], tudo bem. Mas nós precisamos de resposta”, disse Joenir Duarte, que coordenou a manifestação.

Foto: Ricardo Albertoni/ Diário Corumbaense
Foto: Ricardo Albertoni/ Diário Corumbaense

Taxista há 16 anos, Joenir disse ao Diário Corumbaense que a categoria trabalha o dia inteiro exposta a todo tipo de circunstância. “A gente fica exposto. Não temos poder de Polícia. Uma pessoa entra no táxi, não podemos revistá-la. Quando a gente pede para se identificar, ela zanga. Ela está no direito dela. Vivemos no fio da navalha, dependemos da sorte para pegar uma pessoa de boa índole, que é passageiro mesmo. Ou pegar um ladrão, que tem a intenção de roubar ou matar”, afirmou.

A mobilização reuniu cerca de 80% da frota de 92 táxis existentes em Corumbá. Os taxistas ainda fizeram uma carreata e percorreram as ruas centrais da cidade. “Queremos chamar atenção para nossa situação. Enquanto não soubermos quem são os responsáveis (pelos crimes), não vamos ficar quietos”, finalizou o taxista.

Diário Corumbaense

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