Suspeição de desembargador em ação contra Olarte é rejeitada pela 2ª vez no Tribunal de Justiça

Os desembargadores da Seção Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negaram, por unanimidade, pela segunda vez nesta quarta-feira (23) a suspeição do desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva no processo que tornou réu o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Defesa de Olarta alega que Bonassini tentou prejudicá-lo em relação ao processo no qual se tornou réu
Defesa de Olarta alega que Bonassini tentou prejudicá-lo em relação ao processo no qual se tornou réu

No dia 27 de agosto, a defessa de Olarte já havia tido rejeitada a exceção de suspeição do ex-prefeito, que alega ter sido prejudicado por Bonassini pela “rapidez” dele em notificar a Câmara Municipal sobre a prerrogativa de afastamento do progressista. Naquela feita a decisão foi do desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques.

Nesta quarta-feira, dos nove desembargadores da seção, declararam-se impedidos de votar dois e outros dois não votaram por estarem de férias.

Na suspeição, Olarte alega que Bonassini tentou prejudicá-lo em relação ao processo no qual se tornou réu, em 12 de agosto, sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo o documento elaborado pela defesa do ex-gestor, “como sabia que estava havendo na Câmara Municipal sessão, naquele dia, destinada a abrir ou não comissão processante em face do excipiente (Olarte), o excepto (Bonassini) imprimiu uma celeridade nunca vista no âmbito da Justiça, mas forçou muito a barra, tentando influenciar a decisão do Poder Legislativo Municipal”.

Os advogados de Olarte dizem que a Justiça agiu rápido demais entre a decisão de aceitar a denúncia contra o prefeito e o aviso oficial à Câmara Municipal

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