Sozinha, mulher enfrenta grupo de manifestantes durante protesto em Israel

Com informações BOL / SF

A israelense Nomi Golan – soldado do Exército que estava fora de horário de serviço, mas fardada -, enfrentou um grupo de manifestantes ultra-ortodoxos em Jerusalém, na noite de segunda-feira (16).

Golan tentava liberar passagem para um motorista em meio à manifestação, em que os participantes protestavam contra a prisão de dois estudantes yeshiva (do estudo religioso judaico) que se recusaram a atender ao recrutamento militar.

Nas cenas, o grupo de homens chama Golan de “prostituta” e “shiksa” (termo pejorativo para referir-se à mulheres não-judias), além de cuspir e chutar a soldado.

Em uma entrevista a imprensa local, Golan disse que tinha parado para ajudar um carro a passar pelo protesto. O objetivo dela era se aproximar dos líderes do protesto e dizer a eles para se afastarem.

“Eles me atacaram então, como um soldado, uma civil, uma jovem ou idosa, não importa qual papel eu cumpria ou o que estava vestindo, me defendi como faria em qualquer outra situação”, disse ela.

Todos os homens e mulheres israelenses devem servir ao exército aos 18 anos de idade. Apenas árabes-israelenses e judeus ultra-ortodoxos recebem isenção.

Estudantes ultra-ortodoxos são isentos do serviço militar, mas eles ainda devem se apresentar ao exército com uma carta de sua escola. Em alguns casos, alguns estudantes se recusam a fazer isso.

Nos protestos, que não são raros em Israel, grupos de jovens ultra-ortodoxos bloqueiam as principais vias da cidade e cospem ou insultam os motoristas para chamar a atenção para seu descontentamento em relação ao alistamento no serviço militar.

Uma lei isentava automaticamente cerca de 54 mil estudantes yeshiva do alistamento militar, mas ela expirou há alguns anos. Depois disso, protestos de ultra-ortodoxos contra o exército se tornaram mais frequentes.

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