“Sou fiel ao André, com tornozeleira ou não!”, afirma Paulo Siufi

Silvio Ferreira

“Eu sou fiel ao André com tornozeleira ou não!”. A declaração efusiva é do deputado estadual Paulo Siufi,(PMDB), ao comentar o papel que o ex-governador de Mato Grosso do Sul deve ter no processo eleitoral de 2018, mesmo diante dos problemas legais que o líder do PMDB tem enfrentado com a Justiça.

Em clima de pré-campanha, André com Paulo Sifiu visitaram comerciantes do camelódromo em maio deste ano

“Sou muito grato ao André, que me ensinou muito e que está submetido a uma medida restritiva de liberdade sem ser réu em processo legal nenhum, sem processo, sem julgamento, sem condenação. E o direito ao contraditório? À ampla defesa? Estou com o André em qualquer circunstância.”

Siufi (PMDB) comentou que se a reforma política que tramita na Câmara dos Deputados em Brasília for aprovada com a inclusão do chamado “Distritão”, o PMDB pode elevar o número de parlamentares na Assembleia Legislativa de seis, para oito ou nove.

No atual modelo, o proporcional, os partidos computam a totalidade dos votos da legenda, fazem uma média aritmética e definem quantos de seus candidatos terão direito a um cargo eletivo. Se a reforma administrativa for aprovada com a inclusão do Distritão,  passariam a ser eleitos apenas os candidatos mais votados de cada legenda. Em ambas as circunstâncias um nome forte que encabece a legenda é fundamental, seja para “puxar” votos para o partido, seja para atrair candidatos de maior expressão para as fileiras das legendas.

Mudanças de denominações partidárias – Questionado se a atual tendência de mudanças de nomes dos partidos não seria apenas a estratégia encontrada pelas cúpulas para tentar fazer o eleitorado esquecer a avalanche de escândalos de corrupção que tem soterrado um grande número de políticos de praticamente todos os legendas, Siufi concordou que as mudanças de nome têm mesmo ocorrido “para desvincular os nomes das legendas dos fatos ocorridos”, mas argumentou que “a história de realizações das legendas deve prevalecer sobre os casos de envolvimento de políticos,  isoladamente.”

Siufi lembrou que em novembro o PMDB ou MDB – se o retomada da  denominação original da legenda dos tempos da abertura política no final da ditadura for aprovada – realizará a convenção que definirá os nomes que disputarão às eleições de 2018. Nesse sentiso, outro deputado estadual peemedebista, Eduardo Rocha, foi sintético ao ratificar a opinião do colega de que o nome de Puccinelli continuará sendo o ponto pacífico no partido para uma potencial candidatura: “Ele é a nossa maior liderança!”

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