Sonegador é um traficante que retira bilhões do Brasil ‘matando’ todo o País, diz juiz Odilon

Juiz Federal Odilon de Oliveira (Foto: Elivelton Almeida)
Juiz Federal Odilon de Oliveira (Foto: Elivelton Almeida)

O juiz federal Odilon de Oliveira, expoente nacional do Poder Judiciário em Mato Grosso do Sul, apontou que a sonegação fiscal e a corrupção no Brasil deixa o país sem pelo menos R$ 400 bilhões nos cofres públicos. O montante e a afirmação de que isto é um crime gravíssimo e deveria ser considerado como hediondo, com condenações máximas, foram feitas pelo magistrado no programa ‘Capital Meio Dia’ da radio FM 95-Capital, em parceria com o Página Brazil, que o entrevistou nesta quarta-feira (19), para falar do assunto. Hoje, o juiz destacou o fato da sonegação, pequena ou grande, de algum modo ser até cultural, mas um grande mal individual que faz a toda sociedade. Ele mostra que mesmo que muitos avaliam que sonegar não seria tão grave, pois o dinheiro é mal aplicado ou ‘roubado’ pela corrupção, o fato também vem matando o Brasil.

Oliveira apontou que os dados são levantamentos reais, que deveriam ser considerados no combate a corrupção e nas sentenças sobre este crime. O juiz é taxativo em dizer que se fosse avaliado isto, a realidade poderia ser outras ou começar a mudar ante aos recursos que poderiam fazer se não tudo, muita coisa, que não e feita em todas as áreas da administração, seja social ou mesmo administrativa.

“A sonegação não deixa chegar aos cofres R$ 220 bilhões, em um montante grande em comparação ao que se arrecada. E isto, é o que esta matando o Brasil, além da falta de ética e corrupção aberta, como temos visto. Assim, tem essa sonegação que se fosse paga, o dinheiro daria para estancar o deficit habitacional com a construção de 7 milhões de casas e com 1/3 dessa sonegação faríamos 32 mil salas de aula e atenderia 17,5 milhões de alunos. Este são alguns dos exemplos que deveriam ser visto e não só o numero em si”, explicou.

O magistrado, que é conhecido por condenar e ter mandado para cadeia muitos grande bandidos do País, em especial a grande traficantes de drogas, classifica com uma cultura perversa a sonegação, que se compara a morte as drogas. Ele diz que sonegador se iguala há muito imposto e muito roubo do dinheiro publico, como criminoso e ato da pessoa, mesmo que ela seja um ‘cidadão de aparência ou atos exemplares’. “Deveríamos ter ou virar um crime hediondo, pois em mais um exemplo, hoje, são dois leitos para cada 1 mil habitantes. E 1/3 desses 220 mil fariam 640 mil leitos, que somados aos atuais 320, deixaria pelo menos seis leitos a mais. É como o traficante, ele pratica genocídio, com as drogas, e o sonegador com a falta dinheiro para Saúde, SUS, Educação. E pior, por mata e mata de maneira cruel, da forma de fome e da violência”, menciona Oliveira.

Odilon de Oliveira, dentre outros adjetivos negativos pontuados na entrevista ao vivo e com participação dos ouvintes da FM Capital, aponta que o “Sonegador é uma pessoa privilegiada pela Lei, sendo ainda ligada a corrupção também”. Ele afirma que a Legislação e a Justiça demora, e assim, ainda direta ou indiretamente protege o sonegador, sem aplicar penalidades devidas ou mesmo diante a todo o exposto que deixa de produzir. “Ou produz ao contrario, dentre todo o exemplo que já demos. O sonegador ainda faz parte de processos de corrupção seja como ativo ou passivo de onde aplica sua sonegação”, finaliza.

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