Siufi diz que houve mentira em veto a ‘Lei da Mordaça’ e pede que Câmara ‘intime’ entidades a provar o contrário

siufiO projeto de lei nº 8242, a “Lei da Mordaça”, que foi derrubado na última quinta-feira (9) pelos vereadores da Câmara de Campo Grande, voltou a ser tema na sessão desta terça-feira (14), em pronunciamento do vereador Paulo Siufi (PMDB), então autor do PL que visava proibir “aulas sócio-educativas” nas escolas da Capital. Siufi alegou indignação por ‘mentira’ construída e pede que a direção da Casa, ‘intime’ as entidades que participaram de acordo fechado em reunião antes do anunciou da manutenção do veto, determinado em prerrogativas do prefeito Alcides Bernal. O parlamentar lembrou que o acordo foi de manter o veto, para surgir uma proposta reformulada e debatida, após 30 dias, mas que logo após recebeu ‘denuncia’ que os membros contra o PL, já anunciavam que não fariam nada para cumprir o prometido.

A vereadora Luiz Ribeiro (PPS), aliada do grupo criticado, disse que não se pode fazer novamente um atropelo da importante questão social, como foi feito anteriormente, e, provocou a reação de ambas as partes, com até acirramento dos ânimos. A parlamentar falou ao Página Brazil, após ser questionada pela reportagem, pois no momento do pronunciamento do colega peemedebista, ela ainda não estava em plenário.

O parlamentar utilizando criticas ‘duras’, sobre a possível atitude denunciada, solicitou que a Mesa Diretora oficialize os sindicatos e entidades sobre a decisão tomada naquele dia e que os mesmo apresentem suas sugestões nas próximas duas semanas. Caso contrario não terão direito de ‘reclamar’ participação posterior. “Peço que a Casa oficialize em registro documental a ACP, Fetems e movimentos sociais que estiveram presente e ‘assinaram’ acordo para podermos caminhar com a resolução do então PL 8242 e futuro da proposta. Que todos apresentem suas sugestões, modificações ao PL, no máximo em 15 dias, para podermos analisar e votar dentro do que foi combinado. Caso contrario, será confirmado que aquela reunião não passou de embromação, ao que já me parecia ou se disse após aprovarmos o veto aquela matéria”, disse Siufi.

O vereador apontou que pretende acreditar nas instituições e no cumprimento ainda neste semestre do encaminhamento da matéria combatida, mas também solicitada por parte representativa da sociedade. “Eu ainda acredito na palavra de todo cidadão e que aquelas pessoas não estavam encenando, que não enganaram e ou vão enganar parte da sociedade, aquele grupo que debateu e concordarem com posição tirada por todos. Espero ainda neste semestre, como acordamos, que façamos uma Legislação sobre a questão. E como isto comprovar a autenticidade e compromisso feito por todos os representantes lá presente”, ratificou Siufi.

Bate e rebate

luiza-ribeiro-vereadora2-800x596180535Para a vereadora Luíza Ribeiro, a intimação não cabe as entidades ou mesmo que uma possível solicitação, não pode ser com a corda no pescoço dos envolvidos. Ela alega que é preciso ter um amplo debate, pois senão irá se repetir novamente o mesmo ‘erro’. “A questão requer profunda discussão com todos os envolvido: setor Educação, entidades sindical e sociais, igrejas e todos que se envolveram. Não adianta vir novamente com afobamento e fazer de novo o mesmo processo de urgência e sem debate. Precisamos ter uma paciência necessária para destrinchar todo o assunto de extrema importância que interferirá na vida social do município”, avaliou a parlamentar.

Luíza também lembrou da diversidade da sociedade e por consequência da própria Câmara, que tem que ser pensada e respeitada. “A Câmara tem sua representatividade de diversos segmentos, refletindo a sociedade. Com isso, temos que ter espaço, ouvir e gerir nosso respeito a todos e contemplar da melhor maneira possível o conjunto. Assim, temos que antes de tudo pensar nisso e respeitar. O PL apresentado já demonstra isto, e que até já feriu isso e a questão não foi aceita por muita gente, boa parte social. Isto já é motivo para ser feito tudo com calma e dentro de todas as normas democráticas e de ampla visão”, finalizou a vereadora.

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