Sisem convoca greve de ADM pedindo 25% de aumento e prefeitura vê absurdo

marcos-tabosaO Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), que tem sindicalizado parte dos funcionários da prefeitura, pretende mobilizar a categoria, a partir desta segunda-feira (28), para mais uma greve contra a administração do prefeito Alcides Bernal. O sindicato que vem sendo fiel critico da condução do município, programou para a manhã de hoje, uma paralisação dos servidores administrativos da área da Educação, que farão uma passeata pela Avenida Afonso Pena, em sinal de advertência. A ação e já possível greve para esta semana, foi aprovada em assembléia da classe, que pelo sindicato reivindica um reajuste de 25% a cerca de mil servidores da área. O percentual que ultrapassa até o valor concedido por Lei aos professores, é justificado como ‘pedir muito para ganhar algo’.

O Sisem, que responde por sete categorias, 15% do funcionalismo, em geral também não é bem recebido no Paço Municipal, porque desde o inicio da gestão Bernal, o seu presidente Marcos Tabosa, é um ácido critico sem muito dialogo. Em 2015, logo após retorno de Bernal a prefeitura, Tabosa puxou uma greve e agora novamente apóia e organiza a paralisação de advertência dos administrativos da Secretaria de Educação.

A prefeitura que já sinalizou que o reajuste em 2016 aos servidores, não ultrapassará ou chegará aos 10% para todos, não se pronunciou, mas já extra-oficialmente vê como absurdo o pedido. O reajuste de 25% para o grupo de quase mil servidores da área, ficou duas vezes maior que  ao índice da Lei 5411/14, que determina o reajuste dos professores da Capital ao piso nacional, com acréscimo ao salário em 11,36%, e ainda, não foi concedido pela gestão atual. A prefeitura deve ao Magistério o aumento deste ano, bem como ao referente ao ano passado, que ambos estão em longa negociação e a administração já admitiu que não tem condições e não irá conceder o total devido.

A categoria, representada pelo Sisem – e não pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) vai parar hoje para advertir e buscar uma negociação, bem como para ‘divulgar’ a greve total, programada para esta quinta-feira (31), se não houver por parte do executivo a preocupação em negociar. “O prefeito não quer conversar, se nega ao diálogo, recebeu a proposta e não dá satisfação, o que é lamentável, mas é bem o tipo de postura que é comum nesta administração. Pela lei, por ser ano eleitoral ele só tem até o início de abril para conceder reajustes e pelo que sei ele pensa em dar 7% para todos os servidores e ignorar as particularidades de cada categoria”, destaca Tabosa.

Documentado aviso e justificativa de valor: pedir muito para ganhar algo

Tabosa lembra que o sindicato já fez sua parte e como manda a Lei e a preocupação pela prefeitura, já enviou tudo documentado. “Considerando que a vontade da assembleia é soberana os servidores por livre e espontânea vontade decidiram o seguinte: Aprovação por Unanimidade por aclamação dos presentes por ‘paralisação de advertência’ e posteriormente greve geral”, avisa o documento encaminhado pelo Sisem para a prefeitura ainda no dia 18 de março.

O representante sindical justifica o pedido dos 25% no acréscimo salarial dos servidores administrativos, apontando dois motivos. “Na negociação a proposta inicial serve para conduzir depois a um consenso e se no começo já pede pouco, depois é possível que fique sem nada. Esse grupo de servidores, assim como muitos na prefeitura apresentam uma defasagem salarial grande, e dependem de benefícios no salário porque sem isso nem dá para viver”, diz.

A prefeitura não respondeu oficialmente, mas o secretario de Governo, Paulo Pedra, se pronunciou extra-oficialmente, comentando: “isto é uma brincadeira não é?”.

Matéria: Lúcio Borges

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