Simone destaca que crise econômica justifica afastamento de Dilma

A senadora Simone Tebet (PMDB), membro da comissão especial que analisará o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, citou na manhã de hoje durante entrevista ao programa Tribuna Livre da Capital 95 que “problemas econômicos do país” para justificar a saída da presidente e a instalação do governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).

Para Simone, o cenário econômico do Brasil mostra a necessidade de ação direta
Para Simone, o cenário econômico do Brasil mostra a necessidade de ação direta

Para Simone, o cenário econômico do Brasil mostra a necessidade de ação direta. “Não podemos esquecer que o Brasil não está parando, o Brasil está parado. Por três anos consecutivos PIB negativo, 10% de inflação acumulados nos últimos 12 meses, 10 milhões de pessoas desempregadas, crise econômica exagerada em função da inércia do legislativo”, afirmou Simone.

A senadora também criticou ações da base aliada do Governo Federal que tentam impedir o andamento do processo no Senado.

“Precisamos dar resposta urgente ao povo brasileiro, quem quiser vote sim a favor do juízo de admissibilidade na comissão especial e depois no plenário, o que não podemos mais é ficar com questões de ordens infundadas protelando o processo, estamos com isso inviabilizando o futuro desse país”, finalizou a peemedebista.

Além de Waldemir Moka e Simone, integram a comissão especial por indicação do PMDB os senadores Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), e Dário Berger (SC). Como suplentes, foram indicados pelo líder peemedebista Eunício Oliveira (CE), Hélio José (DF), Marta Suplicy (SP), Garibaldi Alves (RN), João Alberto Souza (MA), uma vaga ainda está em aberto.

Pelo bloco da oposição, composto por PSDB, DEM e PV, foram indicados os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Pelo bloco de apoio ao governo, formado por PT e PDT, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Telmário Mota (PDT-RR), como titulares e Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN) e João Capiberibe (PSB-AP) como suplentes. O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.

Já o bloco formado por PSB, PPS, PCdoB e Rede indicou os senadores Fernando Bezerra (PSB-PE), Romário (PSB-RJ) e Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), como titulares, e Roberto Rocha (PSB-MA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Cristovam Buarque (PPS-DF) como suplentes.

O bloco formado por PTB, PR, PSC, PRB e PTC, indicou como titulares Wellington Fagundes (PR-MT), Zezé Perrella (PTB-MG) e Eduardo Amorim (PSC-SE) e Magno Malta (PR-ES) como suplentes. O bloco formado por PP e PSD indicou os senadores José Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC). Como suplentes foram indicados Otto Alencar (PSD-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Wilder Moraes (PP-GO).

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