Sessão da Assembleia com discussão entre deputados e índios termina em caso de polícia

Um grupo de integrantes de movimentos sociais e indígenas fizeram um protesto durante sessão na Assembleia, e pediram a criação de CPI para investigar o genocídios de índios em Mato Grosso do Sul. Os debates foram polêmicos, com troca de acusação entre deputados e manifestantes, mas no final houve uma confusão, onde segurança e manifestante alegam que foram agredidos.

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O advogado do Conselho Missionário Indigenista Missionário (Cimi), Rogério Batalha chegou a ser detido por um segurança da Casa, mas acabou liberado depois da intervenção dos políticos.

Os manifestantes, universitários e integrantes do coletivo Terra Vermelha, fizeram questão de ressaltar que “quem paga o salário de vocês somos nós”, se referindo aos deputados. Mara Caseiros (PT do B) respondeu “vão para o inferno” e foi chamada de “falsa” e “assassina” pelos indígenas.

Deputado Pedro Kemp tenta acalmar Mara Caseiro sob o olhar atento de Amarildo Cruz (Foto: Divulgação)
Deputado Pedro Kemp tenta acalmar Mara Caseiro sob o olhar atento de Amarildo Cruz (Foto: Divulgação)

Os movimentos querem abrir a CPI do Genocídio. Na visão deles, uma forma de investigar o outro lado da história, levando em conta que a investigação contra o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) é desfavorável aos índios, enquanto a apuração reivindicada por eles seria sobre a atuação de fazendeiros nas mortes de indígenas.

Eles pedem a abertura desta Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a morte de indígenas durante os conflitos por terra em Mato Grosso do Sul.

A deputada Mara Caseiro tentou se defender e disse ser favorável a outras investigações: “acho que todas as denúncias devem ser apuradas, apesar de entender que no nosso Estado não há genocídio”. “Não sou assassina e não defendo nenhum tipo de assassino”, esquivou-se a parlamentar.

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