Servidores do judiciário federal encerram greve de 3 meses

Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul encerraram a greve que durou três meses. Apesar da medida, a classe ainda luta pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao aumento salarial da categoria, aprovado pelo Congresso Nacional.

Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul encerraram a greve
Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul encerraram a greve

“Temos insistido com nossos parlamentares, do Estado, para que aprovem a derrubada do veto ao nosso aumento, caso o Congresso volte a analisar os vetos presidenciais”, afirmou José Ailton de Mesquita, coordenador jurídico do sindicato da categoria, o Sindjufe/MS.

Essa luta nacional é encabeçada pela federação dos servidores, a Fenajufe, que luta junto à presidência do Senado por uma nova convocação, o mais rápido possível.

Até o momento o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/SP), tem se manifestado apenas no sentido de que irá seguir o que determina o regimento do Congresso. Nesse caso, uma nova sessão conjunta das casas legislativas seria convocada, apenas, no mês de novembro.

Dirigentes e servidores continuam mobilizados e no corpo a corpo nos Estados, buscando apoios à derrubada do veto 26. Paralisações pontuais e manifestações continuam programadas.

Na avaliação do Comando Nacional de Greve, a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) é inaceitável e desrespeitosa com a categoria, que não aceita ser usada como moeda de troca no jogo de barganha dos partidos e parlamentares, na busca de ministérios, cargos e verbas, bem como para manter a promiscuidade do financiamento de campanhas por empresas.

Cunha condicionou a manutenção do veto 26 à derrubada de outro, das doações empresariais a partidos e candidatos nas campanhas eleitorais, o que foi denunciado ao longo de todo o ato e pressão realizada no interior do Congresso.

Diante da suspensão da greve já verificada em vários estados e do continuo refluxo do quadro de greve naqueles estados que ainda estão em greve, o CNG reafirmou indicativo tirado na semana passada, pela suspensão da greve e continuidade da luta pela derrubada do veto 26 com realização de apagões e mobilizações nas datas em que for convocada sessão do Congresso Nacional.

Por conta do contínuo refluxo na participação nos atos nacionais, o CNG está convocando os estados a enviarem delegações para trabalho de articulação e pressão interna no Congresso Nacional, dialogando com o novo quadro de mobilização.

Comentários

comentários