Semiaberto feminino busca convenio com empresas para inserir internas no mercado de trabalho

(Foto: Paulo Francis)
Rita Luciana Domingues, Diretora do Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência as Albergadas de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

A diretora do Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência as Albergadas de Campo Grande, Rita Luciana Domingues concedeu entrevista ao Página Brazil e falou sobre como é o funcionamento do local.

De acordo com Rita, o Presidio Semiaberto Feminino custodia as presas que estejam aptas a esta modalidade e trabalha na inserção social para que as mesmas busquem o mercado de trabalho, a vida digna e o acompanhamento familiar. “Nós temos alguns projetos de cursos, a área da psicologia também é atuante, e o nosso foco é tirar do crime e devolver novamente a sociedade”, conta.

A diretora conta que as presas são encaminhadas as empresas conveniadas, pela manhã elas vão para os seus trabalhos e após o termino do expediente retornam para a unidade. No período noturno, todos os dias acontece a assistência religiosa dentro do presidio, onde no saguão ocorrem cultos e logo que termina retornam as celas.
Rita acredita que o sistema prisional tem conseguido cumprir com o seu papel que é corrigir os desvios de conduta, pois há um número grande de internas inseridas no mercado de trabalho. “O trabalho é o que dignifica o homem e nós temos conseguido mostrar que o crime não compensa e o que compensa é o trabalho e a vida digna”, ressalta.

Segundo Rita o crime com maior insistência pelas internas é o de trafico de drogas, geralmente são induzidas por namorados, maridos, e fazem o trabalhos de “mulas”, na maioria das vezes. “O nosso maior desafio hoje é cuidar desde cumprimento de pena, pois dentro do presidio as internas devem ter toda uma disciplina e fora dele se comportar dentro das normas da sociedade”, explica.

Rita Luciana faz um apelo para as empresas que queiram ser conveniada ao estabelecimento penal, e tenham interesse em estar adquirindo esta mão de obra, que entrem em contato com a divisão de trabalho através do telefone 3901-1046. “Temos muita mão de obra qualificada em função dos cursos que são oferecidos nas unidades e tem todo um comprometimento do estabelecimento e da presa”, afirma.

Paulo Francis

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