Sem telefone e internet, presos na Suíça passam 23h na cela

Porta-voz da Justiça suíça, Folco Galli expôs o dia a dia dos sete dirigentes presos no país europeu, acusados pelo FBI por esquemas de corrupção na Fifa.

O representante afirmou que os dirigentes passam 23 horas por dia na cela – período que pode ser diminuído através do trabalho prisional -, sem qualquer tipo de regalia, como uso de telefone e internet.

Dirigentes acusados de corrupção na Fifa (da esquerda para a direita, de cima para baixo): Rafael Esquivel, Nicolas Leoz, Jeffrey Webb, Jack Warner, Eduardo Li, Eugenio Figueredo e José Maria Marin
Dirigentes acusados de corrupção na Fifa (da esquerda para a direita, de cima para baixo): Rafael Esquivel, Nicolas Leoz, Jeffrey Webb, Jack Warner, Eduardo Li, Eugenio Figueredo e José Maria Marin Foto: AFP

“Eles não têm privilégios e não poderão receber nenhuma encomenda de fora”, disse Galli à agência AP. Os detidos também possuem refeição simples. Após ficarem hospedados em um hotel de luxo na Suíça, com diárias superiores a 4 mil euros (cerca de R$ 13 mil) e dispondo de um farto cardápio, os dirigentes agora só têm direito a um prato com arroz, carne e vegetais. Às vezes, uma fruta complemente a alimentação. Além de tudo, as visitas são exclusividades de advogados e esposas, apenas.

Galli sabe que os acusados podem recorrer da decisão até o dia 8 de junho. Porém, o porta-voz não acredita que haverá liberdade condicional, com o pagamento de fiança: “É possível, mas muito raro. A lei diz que a pessoa precisa ficar detida durante todo o processo de extradição. Se deixarmos alguém sair e acontecer uma fuga, a Suíça estará rompendo com suas obrigações”.

De acordo com o representante da Justiça, o processo de extradição dura, em geral, seis meses. Porém, a burocracia pode fazer o intervalo chegar a um ano. Neste contexto, os presos esperam o dia 3 de julho, prazo final para que os Estados Unidos concretizem a ordem extradicional formal.

Comentários

comentários