Sem policiamento, mortes no Espírito Santo chegam a 52 em três dias, segundo sindicato

Corpos de mortos no Espírito Santo chegam ao DML, em Vitória (Foto: Divulgação/Sindipol/Via IOL)

Ao menos 52 homicídios foram registrados desde sábado (4) em todo o Estado do Espírito Santo, quando um movimento de mulheres de policiais passou a impedir que eles saíssem às ruas. No DML (Departamento Médico Legal), em Vitória, corpos estão espalhados por corredores da instituição.

Segundo os dados do Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis do Estado) do Espírito Santo, apenas nesta segunda-feira (6), 28 pessoas morreram. No domingo, foram 16 mortes.

A Secretaria de Segurança Pública não confirma os números, pois está fazendo o levantamento.

Mais cedo, em entrevista à rádio BandNews FM, o secretário André Garcia afirmou que houve aumento nos homicídios. “Não fechamos ainda os números porque a prioridade agora é outra. Mas temos um aumento no número de homicídios no Estado nos últimos três dias. Não há como negar isso”.

Para o presidente do Sindipol, Jorge Emilio Leal, as mortes “refletem o descaso por parte do governo do Espírito Santo com a segurança pública”. Antes da paralisação dos policiais, a média diária de homicídios no Estado não chegava a 3, disse Leal ao UOL.

Em função da situação no Estado, o sindicato recomenda que a população não saia de casa. “O crime está solto”, disse, lembrando que as delegacias estão superlotadas.

Nesta segunda, o presidente Michel Temer autorizou o envio de tropas das Forças Armadas para o Estado a fim de “garantir a lei e a ordem”. Segundo o Ministério da Justiça, serão enviados 200 agentes da Força Nacional, que devem chegar a Vitória ainda nesta segunda.

Sobre o fato de o secretário ter cortado o diálogo durante a paralisação, Leal viu a medida como uma “postura radical”. “O policial é ser humano. Ele tem que ter retribuição mínima para dar condições à sua família”.

Comentários

comentários