Sem necrotério, corpos ficam no corredor de hospital

DA Redação/JN

Sem um local adequado, os corpos das pessoas que morrem no Hospital Regional em Amambai, são deixados sobre macas nos corredores da unidade de saúde, enquanto aguardam a remoção por parte das empresas funerárias.

Fachada do Hospital Regional em Amambai. Sem necrotério, corpos ficam nos corredores aguardando remoção. Um local está sendo construído para amenizar o problema, diz direção da unidade de saúde. (Foto: Vilson Nascimento)

Recentemente o corpo de um adolescente indígena que morreu vítima de suposta overdose, mas o laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou a morte como causa desconhecida, chegou a ficar por mais de um dia no corredor do hospital à espera de remoção.

Além de risco à saúde, a situação também pode ser interpretada como um desrespeito à família de quem tem seus entes queridos exposto em situações dessa natureza.

Segundo o site A Gazetanews, a direção do HR reconheceu que o problema existe e não é de hoje.

Desde a fundação do hospital nunca houve a instalação de um necrotério adequado que facilitasse a remoção dos corpos por parte das empresas funerárias e que ofereça o mínimo de estrutura para recepcionar os familiares em momento de dor pela perda de um ente querido.

Em administrações passadas da unidade de saúde os corpos aguardavam remoção em um quarto que servia também como almoxarifado, uma situação ainda mais grave, se levado em consideração o risco sanitário.

Com o objetivo de buscar uma solução para o problema dois vereadores de Amambai, Ilzo Victor Arce, que é enfermeiro e trabalha na unidade de saúde e Janete Córdoba apresentaram uma indicação na Câmara Municipal local pedindo a construção de um necrotério no hospital.

A direção do HR entrou informou que será construído nos próximos dias na unidade de saúde um local apropriado para colocar os corpos e resolver o problema hoje existente.

Segundo o hospital a Prefeitura cedeu o material e a unidade de saúde com a mão de obra.

O Hospital Regional de Amambai, que é administrado por uma entidade, mas tem grande parte de suas ações realizadas com recursos de convênios celebrados junto a órgãos públicos é uma referência regional no que diz respeito a atendimento.

A unidade de saúde fortaleceu ainda mais esse status ao passar a receber pacientes de vários municípios do Cone Sul do Estado para tratamento especializado por meio do chamado “Consórcio da Saúde”, desenvolvido através do Conisul (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul), onde cotidianamente são realizadas inúmeras cirurgias eletivas.

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