Sem acordo, funcionários de Ceinf iniciam greve nesta quinta-feira

Com impasse nas negociações pelo aumento salarial de 9% e redução na carga horária de 7 para 6 horas diárias, cerca de mil funcionários dos 99 Ceinfs (Centros de Educação Infantil) da Capital, entrarão em greve a partir das 7h30 da manhã desta quinta-feira (14), quando os trabalhadores se reúnem,na partir da Praça do Rádio, onde distribuirão pirulitos simbolizando as crianças que ficarão sem atendimento nas creches.

Prefeitura não concederá reajuste, apenas redução da carga horária
Prefeitura não concederá reajuste, apenas redução da carga horária

A presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Estado (Senalba), Maria Joana Pereira, afirma que o sonho de equiparar o carga horária das recreadoras e atendentes de berçário com a dos funcionários concursados é antigo, mas que abririam mão caso a prefeitura acatasse o aumento de 9% proposto pelos Sindicatos Patronais da Omep (Organização Mundial Para Educação Pré-Escolar) e Seleta (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária).

“Inicialmente a nossa proposta foi de 18%, mais plano de saúde, ticket alimentação, auxílio funeral, redução da carga horária e bolsas de estudo, porque eles cobram que os profissionais se reciclem, mas não dão nenhum incentivo quanto a isso”, explica Joana. Em assembléia com Omep e Seleta, as entidades afirmaram que não poderiam oferecer os benefício mas ofereceram o aumento de 9% que foi aceito pelos trabalhadores. Sobre a carga horária as entidades não se comprometeram com a redução, afirmando que a decisão seria da competência da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

De acordo com Joana, na reunião que fizeram com a Secretaria Municipal de Administração,  a redução da carga horária chegou a ser aceita, mas que o secretario teria dito que o reajuste é inviável. Por volta das 16h30 de hoje ela afirma que recebeu um telefonema para se reunir novamente com o secretario, Wilson do Prado, mas não tinha detalhes.

O salário atual das recreadoras é de R$964,00, que subiria para R$1.050,00 com o reajuste. “Se os profissionais forem valorizados as crianças estarão melhor cuidadas”, pontua a presidente. Para ela o salário vigente é uma vergonha dada a responsabilidade que os profissionais tem de cuidar dos filhos de outras pessoas, para que possam ir trabalhar com tranquilidade.

Segundo a vice, Elenir Leite, os pais seriam avisados hoje sobre a greve no horário de saída das crianças. Serão paralisadas as atividades em 99 Ceinfs, 19 Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e 5 Centro de Referência Especial da Assistência Social (Creas).

Sem previsão de término, a partir de amanhã, os manifestantes distribuirão panfletos, pirulitos e cantarão canções de ninar durante o ato público, fazendo alusão a ideia de que cuidar melhor dos profissionais é o mesmo que cuidar das crianças.

Luana Campos

 

 

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