Selo de inspeção é fundamental para que agroindústria seja fomentada em MS

Enelvo Felini, Diretor Presidente da Agraer. (Foto: Paulo Francis)
Enelvo Felini, Diretor Presidente da Agraer. (Foto: Paulo Francis)

O Presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Enelvo Felini afirmou na tarde desta segunda-feira(28), ao Página Brazil que a determinação do Governador Reinaldo Azambuja e do secretário de Estado da Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), Dr. Fernando Lamas, é de que seja incentivada a agroindústria em Mato Grosso dos Sul, devido a necessidade da importação de muitos produtos de outros Estados. “Você vai em uma quitanda ou conveniência e vê a rapadura, o doce de leite, que vem do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e não é produzido pela nossa agroindústria”, conta o presidente.

Enelvo destaca que a Sepaf juntamente com a Iagro tem feito um grande trabalho de fomentarmos o selo em todos os municípios do Estado. “Nós ainda não temos inspeção municipal e quando nós assumimos somente 15 municípios tinham, hoje já passamos de 30 e queremos chegar aos 79”, afirma.

O presidente destaca que a inspeção é muito importante, pois é ela que permite colocar os produtos no mercado para a comercialização e gera a possibilidade de poder competir com os outros Estados e colocar os produtos na rede de mercado, até mesmo fora de Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul só poderá ter a agroindústria se obtiver o selo de inspeção, que pode ser o SIM, SISBI ou o SIFI, e nós estamos trabalhando muito nesse sentido porque o selo é o inicial para nós termos os produtos a disposição dos comércios e consumidores”, explica.

Enelvo Felini comentou também sobre o Pronaf(Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que visa estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural, agora pode ser feito por meio digital.

Ele afirma que 90% dos projetos são feitos pela Agraer, onde os tecnicos encaminham os dados do produtor digitalmente ao Banco do Brasil, o banco faz uma pré analise e sendo positiva o projeto é elaborado. Com o saldo positivo do banco e projeto pronto, em um prazo de no máximo dois dias o produtor é chamado para assinar os papeis e o crédito ser liberado. “Se ganhoa muito em agilidade, é um processo muito moderno, ganha-se tempo, gasta menos papel e todos são favorecidos”, alega.

O Pronaf Digital já foi implantado em dois municípios e a meta é que atingir um número maior, pois de acordo com Enelvo isso gera riqueza melhora a economia e todos ganham com o processo.

Paulo Francis

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