Segunda Unidade do Rede Solidária deve ser entregue em 30 dias no Jardim Noroeste

A segunda unidade do Programa Rede Solidária, instalada no Jardim Noroeste em Campo Grande, deve estar em funcionamento em 30 dias. A estrutura foi anunciada em janeiro deste ano pela vice-governadora e então secretária de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), Rose Modesto.

Vice-governadora Rose Modesto acompanhou os trabalhos que vêm sendo executados no local.
Vice-governadora Rose Modesto acompanhou os trabalhos que vêm sendo executados no local.

A primeira unidade do projeto, instalada no Bairro Dom Antônio Barbosa, foi inaugurada em novembro de 2015 com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A previsão é que até o fim deste governo, mais duas unidades sejam inauguradas na Capital e outras duas em cidades da região da fronteira, totalizando seis estruturas.

Em visita nesta segunda-feira (27) à unidade, a vice-governadora Rose Modesto acompanhou os trabalhos que vêm sendo executados no local. “Estão bastante avançados e mais um mês a unidade será inaugurada. É um programa de governo gerenciado pela Sedhast que vai avançar, e muito, na questão da inclusão social naquela região”, disse Rose.

ssim como a primeira unidade (batizada de Ruth Cardoso), o Rede Solidária 2 vai receber 800 famílias com cursos que atendem desde crianças e adolescentes com reforço escolar e aulas de artes (música, pintura, capoeira, entre outros) e adultos, com cursos para facilitar ingresso no mercado de trabalho, como corte e costura, construção civil.

“O Rede é um programa só, mas que terá unidades distribuídas por Campo Grande e interior. Serão os mesmos sete módulos trabalhados nesta nova unidade com a mesma estimativa de atendimento às famílias”, explica a atual secretária da Sedhast, Elisa Cleia Nobre. Os módulos são: Educação, Cultura e Esporte; Escola da Família; Saúde e Prevenção; Segurança Cidadã; Voluntariado; Horta Orgânica e Trabalho e Renda.

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O Programa de Governo conta com apoio de parceiros da iniciativa privada e voluntários. Todos os cursos são gratuitos e ofertados também para que os beneficiários do Programa Vale Renda (programa social do Governo do Estado para famílias em vulnerabilidade social, com ajuda de R$ 170,00 mensais) encontrem oportunidade de qualificação e mercado de trabalho.

A transformação social já começou

O Rede Solidária 2 já está transformando vidas mesmo antes de sua inauguração. A mão de obra é de internos da Gameleira. Um deles é Emerson Martins Camargo, 32 anos, pai de dois filhos, preso por assalto.

“Queria muito essa oportunidade. Fiquei com receio de eles não me aceitarem porque perdi um braço na fuga do assalto que cometi. Era pintor profissional. Fui muito bem recebido e agora estou trabalhando sabendo que estou tendo a oportunidade de contribuir com as pessoas que vão estudar aqui, principalmente as crianças”, conta o detento, que agora também pode transformar sua própria vida. “A gente se sente útil quando está trabalhando. É diferente”.

São 15 detentos do Projeto Conselho da Comunidade e Agepen (Agência Penitenciária Estadual), no local, que trabalham os dois períodos, manhã e tarde, e depois retornam para o Instituto Penal na Gameleira. Eles são os responsáveis pela obra de alvenaria, pintura, e paisagismo, com a colocação de gramado. “Usamos a mesma mão de obra na unidade 1, do Dom Antônio e a experiência foi muito produtiva. Já começamos a transformar vidas desde o início do projeto”, explica a vice-governadora. A unidade do Noroeste tem  três grandes estruturas que serão dividas em salas de aula para as diferentes faixas etárias. Há ainda prédio para a cozinha e refeitório e mais um campo de futebol.

A exemplo do Dom Antônio Barbosa, o bairro Noroeste foi escolhido para receber o programa de Governo por conta de diagnóstico de vulnerabilidade social. São mais de 13 mil moradores na região e levantamentos realizados pela Sedhast apontaram que houve aumento de 150% nos homicídios na região de 2014 para 2015. Outra situação é que grande parte da população é de crianças e o bairro ainda apresenta o pior índice de qualidade de vida da Capital, segundo o Relatório da Prefeitura (Planurb-2015).

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