Segunda fase do Ciência Sem Fronteiras terá menos bolsas para graduação e maior controle de alunos

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Atualmente existem 29.880 bolsas vigentes segundo o site do programa.

Ainda sem data definida para abertura de novos editais, o programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) do Governo Federal, anunciou que o número de bolsas para a graduação será reduzido para equilibrar a oferta com a pós-graduação. O anúncio foi feito na última sexta-feira (17) pelo representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Adalberto Luis Val.

O programa, que envia estudantes brasileiros para cursar parte do ensino superior em instituições no exterior visando a internacionalização do ensino, teve início em 2011 e concedeu aproximadamente 79% das 101mil bolsas para a graduação.

Sem definir de que forma será realizado o processo, Val afirmou apenas que as chamadas contemplarão temas estratégicos e não mais áreas ou cursos específicos. A segunda fase do CsF, com 100 mil bolsas, foi anunciada em junho do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. O início previsto para 2015, no entanto, foi afetado pelo corte de R$ 9,4 bilhões da pasta do Ministério da Educação (MEC), que afirmou que o programa sofreria restrições.

Segundo Val, outra medida adotada será maior controle tanto no processo seletivo quanto durante o período de estudos no exterior. A estudante Cintia Akie Nakano, aluna do curso de Estatística da Universidade Federal de São Carlos que esteve na Coreia do Sul para realizar seu intercâmbio pelo programa, defende a nova norma e conta que sentiu falta desse acompanhamento, “o programa precisa ter uma fiscalização maior com relação às atividades que o aluno está desempenhando em outro país”.

Um retorno melhor planejado para os bolsistas, para que sejam direcionados a vida acadêmica e profissional, também está previsto na segunda etapa do CsF. De acordo com o aluno de mestrado, Guilherme Manços, participante da primeira turma do programa, essa é uma das grandes inquietações dos estudantes, “sabemos que, até o fim de 2014, já haviam retornado ao Brasil 40 mil bolsistas e em breve teremos mais algumas dezenas de milhares de egressos. Então estamos em um movimento de retorno muito forte e, a partir de agora, será possível perceber mais efeitos na Universidade, no mercado de trabalho e até mesmo nas questões sociais”, diz.

De acordo com a Capes, até o final deste ano, 32 mil bolsistas devem retornar do exterior e, neste segundo semestre, 14.050 alunos de graduação iriam viajar com as bolsas das últimas chamadas da modalidade da primeira fase do programa.

com informações do Estadão Conteúdo e Jornal da Ciência 

 

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