Secretária defende que melhora na Educação depende de aperfeiçoamento da gestão

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, a secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta defendeu a importância da renovação implementada no sistema de gestão na rede estadual, desde o ano passado, no governo Reinaldo Azambuja (PSDB):

Editada
A secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM – Foto: Silvio Ferreira

“Acho que este ano novo está iniciando com a grupo de gestores que foi renovado em quase 80%. Esse processo começou no ano passado com a formação dos gestores, depois com uma avaliação e terminou com uma eleição, uma consulta a comunidade escolar, sobre quem eles gostariam que fosse o gestor.”

A secretária explicou que os gestores das escolas estaduais do Estado estão passando agora por uma oficina de três dias de formação em três eixos: “pedagógico – a questão central -, financeiro, e de infra-estrutura, recursos humanos, de avaliação.”

De acordo com Maria Cecília, “esse momento está sendo muito importante para o gestor, para que ele tenha uma unidade de orientação, para que a gente erre menos, que tenha sucesso. Vieram os 540 gestores e adjuntos [de escolas de todo o estado] para a Capital e aqui nós estamos com a equipe trabalhando, ontem, hoje e amanhã.”

A secretária comparou a gestão bem sucedida de uma escola a uma orquestra, em que “os diretores, os gestores dos recursos, coordenam bem todos os instrumentos disponíveis, assim como um maestro conduz uma orquestra afinada”:

“Nós sabemos que uma escola vai bem se o gestor tem uma batuta e rege muito bem todos os instrumentos: reger a questão pedagógica, com foco na aprendizagem; reger a questão de matrícula, de planejamento; reger a questão de infra-estrutura, de recursos humanos, uma boa alocação [de recursos]. Então, se um gestor rege bem cada instrumento, com certeza teremos sucesso”, defendeu.

Questionada sobre a qualidade da Educação em Mato Grosso do Sul em um momento em que o ensino ofertado em todo país ainda é deficitário segundo avaliações internacionais e em que aumentam os desafios, em um contexto de crise nacional em praticamente todas as áreas – econômica-financeira e até político-institucional -, a secretária avaliou que as mudanças necessárias para o aperfeiçoamento da qualidade da Educação no Estado também passa pela gestão:

“É um bom gestor que vai dar o ‘tom’ da sua escola. É como ter um bom prefeito, um bom governador, um bom presidente: é ele que vai dar o tom dos encaminhamentos, se ele não perder o foco, da função dele que é para servir a sociedade, que é pra servir a aprendizagem dos alunos. Se ele tiver esse domínio, com certeza a Educação melhorará”.

Segundo a secretária, “se nós pegarmos os indicadores de fluxo de aprendizagem, de proficiência, nós não estamos bem, mas nós estamos na metade de um ‘ranking’ nacional. Mas eu acho que estamos achando o ‘timing’ – o tempo certo – e as pessoas certas, para iniciar um trabalho que a longo prazo pode modificar [essa situação], o que se inicia com um bom gestor”, finalizou.

Silvio Ferreira 

Comentários

comentários