Saúde investiga caso de zika vírus após criança nascer com microcefalia

Após uma criança nascer com microcefalia e a mãe ter apresentado os sintomas da doença zika vírus antes do parto, o departamento de vigilância epidemiológica de Dourados, está investigando se seria o primeiro caso registrado no município. Segundo o site Dourados News a mãe da criança fez uma viagem a Roraima e ao retornar teve os sintomas parecidos com a doença.

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De acordo com Devanildo de Souza, coordenador da vigilância epidemiológica da cidade, o caso chegou até ele nesta manhã de sexta-feira (20), no entanto não tem detalhes, pois irá analisar a notificação feita por um consultório particular.

“Eu não tenho informações sobre o caso, irei me inteirar logo mais, preciso analisar a notificação e conversar com a paciente. Não posso dizer se será ou não necessário mais exames, pois não tenho conhecimento sobre o caso”, disse Devanildo.

A doença que é transmitida pelo mosquito Aedes Aegipty, e tem sintomas parecidos com a dengue, vem sendo investigada após vários casos de bebês nascerem com microcefalia no nordeste.

De acordo com o médico infectologista Júlio Croda, o surto da doença aconteceu nas ilhas da Polinésia Francesa e chegou no Brasil através de uma pessoa infectada em 2014.

Os primeiros casos comprovados do Zika no país foram no Rio Grande do Norte e atualmente atinge 11 Estados do Brasil, sendo mais intenso no Nordeste. Apesar da suspeita da ligação entre o Zika Vírus e a microcefalia ser analisado por pesquisadores e gerar preocupação, o problema ainda é no diagnóstico.

“O Brasil é o primeiro país a sofrer epidemias desses tipos de vírus e ainda não há nenhum tipo de kit diagnóstico, mas isso tem sido trabalhado e seria o ideal para saber com qual desses três tipos de vírus a pessoa está”, disse.

Entre os sintomas parecidos com a dengue o que se acentua, segundo o infectologista, vermelhidão e coceira da pele sendo mais destacado que na dengue. Sobre os perigos que a doença pode causar em gestantes, ele conta que as mães que tiveram sintomas da doença no início da gravidez, as crianças nascem com o perímetro encefálico menor que 33 centímetros e está associada a retardo mental, uma sequela grave de uma doença.

“Se pensarmos em largas proporções, em uma epidemia grave de Zika se realmente for provado essa relação, seria muito preocupante visto que essas crianças têm que ter um acompanhamento posterior após o diagnostico com fisioterapia, e também a parte da linguagem o que demandaria um acompanhamento profissional que vai ter que ser disponibilizado a essa criança” explica.

Entre as medidas que podem ser adotadas pelo governo, para controlar a doença ou para que não traga uma sequela grave, Croda, enfatiza que a ligação entre a doença e o que causa está sendo investigada e não há ainda um tratamento para reverter a sequela, a melhor maneira ainda é a prevenção do mosquito. As pessoas que são infectadas com o vírus uma vez fica imune.

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