Santa Casa rebate acusações do Samu ‘denúncias têm caráter eleitoreiro”

O presidente da Santa Casa Wilson Levi Teslenco rebateu, na manhã de hoje(27), as afirmações feitas pelo coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Eduardo Cury, de que teria negado atendimentos a pacientes e dado atendimento Vip a família dos apresentadores Angélica e Luciano Huck, depois de acidente no último domingo (24). Teslenco diz que foram afirmações infelizes e sem conhecimento de causa. “O coordenador foi oportunista, midiático e eleitoreiro, se aproveitou do momento. Porque ele não falou nada antes, porque nunca veio falar comigo? Ele que deixou de cumprir com seu trabalho na realização do atendimento”, afirma.

Durante entrevista coletiva realizada no prédio da Santa Casa, Teslenco relatou como ocorreu o atendimento aos envolvidos no acidente aéreo no domingo (24). Ele conta que os pacientes foram socorridos por moradores da região e levados ao hospital de carro, no momento não era esperado a chegada dos mesmos, porem o atendimento ocorreu da mesma forma que ocorre com qualquer paciente que utilize o SUS e não houve privilégio em momento algum.

“As vítimas passaram por exames específicos para este tipo de acidente, mas nenhum deles teve a necessidade de utilizar o atendimento da Unidade de Tratamento Intensivo(UTI) e equipamento de respiração mecânica. Importante ressaltar que tínhamos no momento 6 equipamentos e todos se encontravam ocupados, e havia apenas um ambu disponível. A unica coisa de diferente que tivemos que fazer foi leva- los para uma área mais interna no intuito de preservar a família por conta da quantidade de pessoas que estavam trancando os corredores na porta do ponto socorro”.

Segundo a coordenadora do Núcleo Interno de Regulação da Santa Casa, Priscila Alexandrino de Oliveira, que prestou todo atendimento a Luciano Hulk e Angélica, a Santa Casa mesmo com a taxa de ocupação elevada não tem autonomia para aceitar ou recusar qualquer tipo paciente, sendo ele quem quer que seja, apenas é passado para a central de regulação de hora em hora a as condições de atendimento que o hospital tem e ela quem decide para onde o paciente será enviado.

“Nós somos a 4ª maior Santa Casa do pais e somos referencia em politraumatismo, realmente temos muitos problemas, inclusive de super lotação, mas não negamos ou priorizamos atendimento de ninguém. Quando a regulação encaminha um paciente não sabemos num primeiro momento nem quem é, classe social”, relata a médica.
Sobre o fato do piloto ser atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento(UPA), Priscila diz que o mesmo foi resgatado por ultimo pelo helicóptero da Força Aérea e foi decisão da regulação encaminha-lo o local, tanto é que a Santa Casa só soube depois que havia mais uma vítima.
Paulo Francis

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