Roubo de cargas tinha chefe em MS e apoio de policiais

Quatro pessoas foram presas e outras três levadas coercitivamente para a sede do MÈ (Ministério Público Estadual) em Dourados na manhã desta quinta-feira (1) durante a Operação Água Benta. Eles serão encaminhados ainda hoje até Campo Grande, onde prestarão novos depoimentos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente.

Mandados foram cumpridos em Dourados nesta quinta - Foto: Divulgação
Mandados foram cumpridos em Dourados nesta quinta – Foto: Divulgação

A ação apura crimes de desvios de cargas, e foi desencadeada por policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

Em Dourados, os trabalhos foram auxiliados pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e já se encerraram. Além dos mandados cumpridos aqui, a operação também se desenvolveu nas cidades de Campo Grande, Brasilândia, Três Lagoas, Cassilândia e Corumbá.

No Estado são sete mandados de prisão preventiva, quatro mandados de condução coercitiva e nove mandados de busca e apreensão.

Os crimes

A organização é encabeçada por integrantes que residem em Dourados, cujo foco criminoso era proceder ao desvio de cargas de diversas espécies e quantidades, em sua maioria alimentos, tendo como ponto de partida a contratação de motoristas, os quais eram aliciados para que se registrassem junto a empresas de fretes e transportadoras em geral.

Para tanto, os caminhões da organização criminosa eram registrados em nome destes motoristas.

Uma vez habilitados perante as empresas de frete e transportes e de posse das cargas e do dinheiro que lhes era adiantado pelo transporte, repassam as informações ao comando da organização criminosa, que por sua vez determinava qual o destino do carregamento.

Apurou-se que, para cada tipo de mercadoria que era desviada, havia um receptador específico.

A partir do desvio da carga, os motoristas eram orientados a registrar boletim de ocorrência falso, noticiando que haviam sido roubados. Alegavam falsamente no registro policial que eram obrigados a ingerir um líquido amargo e por essa razão dormiam por muito tempo e quando acordavam, estavam em local termo e atordoados, daí o motivo do nome da operação.

Os boletins falsos foram registrados em unidades policiais do Paraná e São Paulo e para tanto contavam com a participação de policiais civis daqueles Estados.

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