“Rompemos com o trabalho degradante”, diz diretor da Funsat sobre UTR

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande), Cícero Ávila,
defendeu que “o mais importante sobre a entrada em funcionamento da UTR (Unidade de Tratamento de Resíduos) em Campo Grande, a partir do fechamento do antigo aterro sanitário da capital, é que a cidade muda uma página importante da sua história, uma página nefasta. É uma tristeza profunda ver os trabalhadores sob toda sorte de intempérie, sem garantias de direitos previdenciários, em condições absolutamente degradantes, sem ter asseguradas às condições mínimas de segurança e saúde do trabalho.”

Cícero Ávila, diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho) de Campo Grande, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM - Foto: Silvio Ferreira
Cícero Ávila, diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho) de Campo Grande, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM – Foto: Silvio Ferreira

De acordo com Ávila, “a partir de agora, dentro das UTRs, os trabalhadores terão, através das cooperativas, um trabalho formal, com garantias previdenciárias. Será um ganho importantíssimo para rompermos de uma vez com o trabalho degradante e promovermos na nossa cidade o trabalho decente.” De acordo com o diretor-presidente da Funsat, 274 catadores de materiais atuavam no aterro sanitário do bairro Dom Antonio Barbosa antes da inauguração da UTR (Unidade de Triagem de Resíduos) da Capital, no último dia 14. 

“Foram criadas duas cooperativas que já capacitaram 147 trabalhadores para atuar de maneira cooperativada dentro na UTR. Durante 3 meses, esses trabalhadores terão um complemento de renda de R$ 350,00 per capita, para que somando-se com o que eles produzirão dentro da usina, possam manter o padrão remuneratório e a partir daí evoluir”, defendeu.

Quanto aos demais trabalhadores,  Ávila argumentou que “outra medida importante foi assegurarmos que todos os trabalhadores que estavam dentro do lixão que não quisessem trabalhar dentro das cooperativas, tivessem o emprego garantido dentro da Solurb [concessionária responsável pelo serviço de coleta e tratamento de lixo da Capital], que vai criar quantos empregos forem necessários para garantirmos que no final, todos os 274 trabalhadores que atuavam de maneira intensiva dentro do lixão, tenham emprego garantido.”

Silvio Ferreira

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