Romário comemora a prisão de Marin: ‘Ladrão tem de ir para a cadeia’

A prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin nesta quarta-feira repercutiu entre alguns dos principais opositores da entidade. O ex-homem forte do futebol brasileiro foi detido nesta manhã em um hotel na cidade de Zurique, na Suíça, acusado de envolvimento em um escândalo de corrupção investigado pela Justiça dos Estados Unidos.

Um dos maiores críticos da CBF nos últimos tempos, o ex-jogador e atual senador Romário chamou Marin de “ladrão” e foi enfático ao celebrar a prisão. “Muitos dos corruptos e ladrões que fazem mal ao futebol foram presos. Inclusive um dos maiores do país, que se chama José Maria Marin”, declarou durante audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

O político só lamentou que Marin não tenha sido investigado e detido pela polícia brasileira. “Infelizmente, não foi a nossa polícia que prendeu. Ladrão tem que ir para a cadeia. Parabenizo o FBI e especialmente a Polícia Suíça pela atitude. Espero que isso repercuta positivamente e que isso passe a ser aplicado na América do Sul”, comentou.

O ex-atacante, tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, também manifestou a esperança de que a prisão tenha sido o pontapé inicial para mudanças no futebol do País. “Graças a Deus o que se faz aqui se paga aqui também. Essa prisão de Marin já é o início de um grande futuro pro nosso futebol, especialmente pra essa entidade, que é a mais corrupta que nós temos no futebol aqui no país, CBF, e a mundial, que é a Fifa.”

Já o Bom Senso FC, movimento criado para lutar por melhores condições para os jogadores e que também bateu de frente com Marin e a CBF por diversas vezes, foi mais diplomático ao comentar o caso, mas seguiu na linha adotada por Romário e também pediu que o episódio resulte em mudanças no futebol.

“É chegada a hora de discutir e investigar o comando do futebol brasileiro. O ambiente é de combate à corrupção estatal no Brasil e de investigação ao grande poder do futebol. É hora de democracia e transparência no futebol. Medidas concretas neste sentido estão presentes na MP 671, a MP do Futebol, que refinancia a dívida dos clubes. Por isso, é urgente e necessária a sua aprovação”, cobrou o movimento em comunicado.

O Bom Senso também fez votos de que o comportamento da Justiça dos EUA sirva de exemplo para a brasileira. “O dia de hoje também mostra que quando existe vontade do poder público e das instituições responsáveis é extremamente viável investigar os desvios, a corrupção e punir os envolvidos. Que a ação da Justiça dos EUA inspire os poderes responsáveis no Brasil para uma ampla, geral, irrestrita e imparcial investigação.”

A prisão de José Maria Marin fez parte de uma extensa investigação norte-americana, que resultou no indiciamento de outras 13 pessoas ligadas ao futebol. Nomes como o vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb, os ex-presidentes da Conmebol Nicolás Leoz e Eugenio Figueredo e o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner estão entre os investigados por diversos crimes. Entre eles, conspiração para levar dinheiro, extorsão e fraude eletrônica, em um esquema com 24 anos de duração e com pagamento de subornos superiores a US$ 150 milhões (mais de R$ 470 milhões).

Com Informações Superesportes

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