Ricardo Teixeira e José Maria Marin têm quebra de sigilos aprovados por CPI

Em uma reunião que durou menos de dez minutos, a CPI do Futebol no Senado aprovou um série de requerimentos.

Marin cumpre prisão domiciliar nos EUA (Foto: Reuters)
Marin cumpre prisão domiciliar nos EUA (Foto: Reuters)

Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Outro alvo da comissão, o também ex-presidente da entidade principal do futebol nacional, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar em Nova York, teve a quebra de sigilos telemático e telefônico autorizada.

A aprovação contou com a votação a favor de sete senadores.

Apesar de rápida, a reunião foi dividida em dois momentos. No primeiro, foram aprovados três requerimentos.

O primeiro deles solicitava que a CPI pedisse à Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro a cópia do processo de registro, do contrato social e demais documentos do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.

No segundo, o requerimento pedia o compartilhamento, com reciprocidade, de informações públicas, reservadas ou ostensivas, com o Departamento de Polícia Federal, relativas ao objeto da investigação da CPI.

O terceiro era semelhante ao anterior. A diferença, entretanto, é que o compartilhamento de informações, reservadas ou ostensivas, seria solicitado junto à Procuradoria Geral da República.

No segundo momento, a reunião aprovou por unanimidade, um bloco de requerimentos. Entre eles, o que solicitava a quebra dos sigilos bancário e fiscal e os demonstrativos de resultados e lucros do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo do ano passado.

O pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Ricardo Teixeira abrange o período entre 1° de janeiro de 2007 e 12 de março de 2012.

O outro requerimento aprovou a quebra de informações telefônicas e telemáticas do atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, a partir de 12 de março de 2013, enquanto as mesmas informações de Marin serão obtidas do período entre março de 2012 e maio de 2015. Neste caso, não se tem acesso ao teor das conversas, apenas quem esteve envolvido nelas.

Até o momento, as próximas reuniões da CPI do Futebol ainda não foram marcadas. A expectativa é que a comissão volte a se reunir após o Carnaval.

globoesporte.com

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