Representante da Sinmed defende direito de paralisação dos médicos da Capital

Durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, a médica pediatra, Rosimeire Arias Lima, integrante da comissão de greve do Sindicato dos Médicos (Sinmed) de Campo Grande, defendeu que a paralisação da categoria foi inevitável: “Uma proposta de reajuste foi apresentada à prefeitura no dia seis de janeiro. Proposta da qual a Secretaria Municipal de Saúde sequer tomou conhecimento”. E continuou: “A assembleia do sindicato então deu mais prazo para a prefeitura, enviando uma proposta diretamente à Secretaria de Administração. O documento que propunha o reajuste, previa em caso de recusa por parte da prefeitura, uma paralisação de alerta entre nos dias 30 e 31 de março, o que os médicos da Capital não levaram a cabo, apesar de não terem recebido nenhuma resposta positiva da administração municipal”, relatou.

Arias lembrou que “em 29 de abril, a prefeitura simplesmente negou o aumento reivindicado e ainda anunciou uma mudança de categoria para os médicos”, medida que de acordo com a pediatra – “não pode ser tomada sem a autorização dos vereadores”. A representante do sindicato acrescentou: “A decisão de, em meio a uma negociação de reajuste salarial, reduzir em 50% as gratificações dos médicos que já eram pagas há dez anos, foi determinante para a greve”. A representante do sindicato questionou ainda: “Alguém em sã consciência acredita que se a maior parte dos médicos da Capital ganhasse os valores divulgados pela prefeitura – R$ 30 R$ 40 mil por mês – a categoria entraria em greve?”

Arias argumentou que “ainda que essas gratificações sejam pagas com recursos da chamada ‘fonte 10’ – ou seja, valores sobre os quais a administração municipal tem, por previsão no Direito Administrativo, discricionariedade (o direito de decisão sobre quando, onde e como aplicar os recursos) os médicos são seres humanos que têm contas a pagar, que têm compromissos e que não podem ter seus rendimentos simplesmente reduzidos pela metade, arbitrariamente, ainda mais quando estão reivindicando um reajuste”, concluiu a médica.

Silvio Ferreira

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