Relatório tucano não encontrou nenhuma fraude no segundo turno, diz Toffoli

Após o PSDB não encontrar irregularidades na apuração do segundo turno das eleições de 2014, mas sugerir a volta do voto impresso como alternativa para checagem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), José Dias Toffoli, salientou na manhã desta quinta-feira (5) que nenhuma evidência de fraude foi detectada na auditoria independente realizada pelo partido.

José Dias Toffoli salintou que auditoria tucana confirmou lisura no segundo turno (Foto: ABr)
José Dias Toffoli salintou que auditoria tucana confirmou lisura no segundo turno (Foto: ABr)

“O objetivo da auditoria era verificar a lisura das Eleições 2014, ou seja, averiguar a integridade das urnas eletrônicas e sistemas adjacentes, buscando evidências que comprovassem alguma suspeita ou tese de fraude, e volto a dizer que não foi encontrada nenhuma evidência em tal sentido”, disse  o ministro sobre o relatório da auditoria, apresentado pelo PSDB no final da tarde de quarta-feira (4).

Segundo o documento do partido, o sistema eleitoral não está projetado para permitir auditoria externa independente e efetiva dos resultados, por isso o resultado da análise não é “um reconhecimento de que o sistema brasileiro é inviolável, mas sim que é inaferível ou inauditável”.

“Não temos elementos para afirmar que não houve fraudes no processo de votação, uma vez que o modelo de auditoria imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral não se enquadra em qualquer modelo reconhecido e padronizado por entidades internacionais”, justificou o deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara .

Durante a sessão de julgamentos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) presidida por Toffoli na manhã de hoje, o ministro Herman Benjamin acrescentou que o processo eleitoral brasileiro é respeitado e reconhecido no mundo inteiro por sua eficiência e confiabilidade. “Qualquer proposta que venha no sentido de retroceder esses avanços certamente deve receber uma resposta muito dura das instituições e do país como um todo”, disse.

Já o ministro Gilmar Mendes afirmou que o relatório do PSDB apenas confirma aquilo que já é convicção da Corte em relação à segurança da urna eletrônica. Para ele, a palavra “fraude” é muito suscetível a distorções por “lendas urbanas”, que adquirem força com a internet. “As fofocas ganham uma velocidade que nós não conhecíamos”, analisou.

BAND

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