Reinaldo lança hospital e confirma Regional em Dourados

Com todo o aporte estrutural para a realização de cirurgias eletivas – aquelas feitas por agendamento – já adquiridos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deu início na manhã desta segunda-feira (6) em Dourados, na implantação do Hospital São Luiz. O local possui 40 leitos e quatro UTI’s e servirá para atender a população da cidade e região.

Governador lançou o Hospital São Luiz e repassou recursos para a saúde de Dourados na manhã de segunda-feira - Foto: Adriano Moretto
Governador lançou o Hospital São Luiz e repassou recursos para a saúde de Dourados na manhã de segunda-feira – Foto: Adriano Moretto

Na ocasião, o governador também garantiu a construção do Hospital Regional de Dourados. A obra foi lançada ao final do governo André Puccinelli (PMDB) e suspensa no início do ano por falta de recursos.

Durante a cerimônia de lançamento da nova unidade de saúde, Azambuja disse que a intenção é descentralizar a saúde da Capital, criando uma ‘lógica regional’ que aproxime a saúde pública das pessoas, além de levar atendimento para o interior do Estado.

“Hoje os atendimentos ficam centralizados em Campo Grande e agora buscamos criar uma ‘lógica regional’ para perto das pessoas. Vamos fazer por aqui, para não precisar se deslocar. Vamos tirar pessoas da fila”, comentou para em seguida focar a saúde como foco do governo.

“Primeiro, saúde é coisa séria, é atendimento. Precisamos mudar o pensamento que saúde é construir prédio. O governo federal manda dinheiro para construir e esquece a necessidade de custeio mensal desses locais. É necessário acabar com isso”, afirmou.

O São Luiz foi locado e equipado pelo governo do Estado com recursos na ordem de pouco mais de R$ 1,2 milhão repassados durante a cerimônia. Também foram assinados contratos para custeio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na ordem de R$ 250 mil mensais e transferido o valor de R$ 250 mil do Fundo Especial da Saúde para o Fundo Municipal no intuito de auxiliar o Hospital da Vida.

HOSPITAL DEVE FUNCIONAR EM BREVE

O Hospital São Luiz deve iniciar suas atividades em breve. Segundo Azambuja, um projeto de lei encaminhado para a Assembleia Legislativa deve ser regulamentado para que organizações sociais sejam gestoras desses estabelecimentos hospitalares.

A intenção é colocar o local em funcionamento o mais rápido possível.

“Temos pressa para que isso aconteça. Estamos dependendo da aprovação da regulamentação do projeto de lei na Assembleia Legislativa que nos permita trazer as OS’s (Organizações Sociais) para dentro das unidades hospitalares e funcionaria com uma gestão dessas organizações para que possamos colocar em funcionamento e ter os procedimentos cirúrgicos para a população de Dourados”, relatou.

HOSPITAL REGIONAL

Reinaldo Azambuja também aproveitou para reforçar a construção do Hospital Regional em Dourados. A obra foi lançada no final do ano passado ainda no mandato de André Puccinelli (PMDB) e suspensa meses depois.

Sob olhares de membros do Conselho Municipal de Saúde, que estenderam faixa pedindo pelo novo hospital, o atual chefe do Executivo sul-mato-grossense confirmou estar se organizando para iniciar o processo da implantação do HR.

“Estou organizando a construção do Hospital Regional. É fácil fazer como o governo anterior, chegar aqui em dezembro, lançar obra e dizer que existe dinheiro em caixa quando não há. Quer dizer, ele vende sonhos e entrega pesadelos. O Regional vai ser construído, equipado e entregue a população. Não vou enganar ninguém”, disse.

SAÚDE SUBFINANCIADA

Durante a assinatura dos contratos, o governo federal foi alvo de crítica por parte das autoridades presentes. Segundo o secretário de Saúde do município, Sebastião Nogueira, Dourados e outras regiões vem sofrendo com o subfinanciamento da saúde pública.

“O governo federal implanta programas e deixa as ‘bombas’ para os municípios”, alegou, usando números para justificar o problema. “Em Campo Grande são repassados R$ 14,89 per capita para a população em relação à saúde. Em Corumbá, são R$ 8,67 e Dourados, apenas R$ 5,04, isso é absurdo”, contou.

Para Azambuja, a falta de recursos na saúde brasileira é algo que deve ser analisado e investigado a fundo, principalmente por conta dos diversos escândalos recentes na política do país.

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