Reinaldo envia à Assembleia Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), remeteu à Assembleia Legislativa nesta terça-feira (7), o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o exercício financeiro de 2017.

Governador Reinaldo Azambuja (Foto: Chico Ribeiro )
Governador Reinaldo Azambuja (Foto: Chico Ribeiro )

O projeto de lei  nº 105/16, dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da lei orçamentária do ano que vem.

A mensagem destaca que a LDO estabelece as metas e as prioridades da administração pública estadual, orienta a elaboração do orçamento para o ano que vem e dispõe sobre a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento e sobre as alterações na legislação tributária. A receita total prevista é da ordem de R$ 13,9 bilhões.

O projeto também estabelece os percentuais de repasse da Receita Corrente Líquida do TJMS (Tribunal de Justiça), Assembleia Legislativa, TCE-MS (Tribunal de Contas), MPE-MS (Ministério Público) e Defensoria Pública.

As estimativas de receita e de renúncia de receita observaram o comportamento da atual arrecadação, concentrando maior crescimento na arrecadação de recursos externos, especialmente com a transferência voluntária da União.

O governo do Estado não considerou os efeitos decorrentes das medidas em curso para redução do serviço da dívida nos demonstrativos das metas fiscais. O executivo aguarda a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e a apreciação do Congresso Nacional do Projeto de Lei Complementar que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, bem como medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal.

Conforme a mensagem ao Poder Legislativo, o governo fará adequações ao projeto caso ocorra a aprovação de alterações sobre matéria tributária ou fiscal que modifique o cenário macroeconômico ou que possam alterar as expectativas.

O governador também destacou que as vinculações constitucionais e legais das receitas consomem mais de 80% da disponibilidade do Tesouro e o “engessamento atual prejudica a realização das prioridades do governo, especialmente no atendimento da elevada demanda de recursos das demais áreas desprovidas de vinculação de receitas”.

Legislação

Na elaboração do projeto, o governo afirma que foram observadas as modificações efetuadas nos Anexos de Riscos Fiscais e de Meta Fiscais e de Metas Fiscais, por meio da Portaria 553, de 22 de setembro de 2014, da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), que aprova a 6ª edição do MDF (Manual de Demonstrativos Fiscais), bem com os parâmetros macroeconômicos previstos para o período 2017/2019, elaborados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico.

O projeto de LDO estabelece que as prioridades e as metas, determinadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, sejam direcionadas ao cumprimento das diretrizes e das metas fixadas no PPA (Plano Plurianual 2016/2019), em suas respectivas revisões anuais e, ainda, ao PAF (Programa de Ajuste Fiscal), integrante do contrato de refinanciamento da dívida celebrado com a União.

A estimativa de receita e a previsão de renúncia da receita foram elaboradas conforme o artigo 30, da Lei Federal 4320, de 17 de março de 1964, e o artigo 12 da Lei Complementar Federal 101, de 4 de maio de 2000.

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