Reforma de emergência no telhado suspende cirurgias no HR em Dourados

Em funcionamento há menos de um ano, o Hospital Regional de Cirurgias Eletivas da Grande Dourados (antigo São Luiz) paralisou as atividades por conta de um problema de infiltração na unidade. O local ficará sem atendimento por aproximadamente 20 dias até que haja o conserto do telhado que há tempos vem causando transtorno.

O local já realizou 870 procedimentos em menos de um ano de funcionamento- Foto: Arquivo/Dourados News
O local já realizou 870 procedimentos em menos de um ano de funcionamento- Foto: Arquivo/Dourados News

Segundo o médico oncologista e responsável pela direção do hospital, David Infante Vieira, os atendimentos paralisaram hoje (7) e a previsão é que os atendimentos voltem ainda neste mês, no entanto a demora é por conta de como será contratado o serviço.

“Na semana passada ainda foram realizados os atendimentos normais, mas foram paralisados nesta semana, já estava programado. Devido a isso não foram agendados procedimentos nesse período de 15 a 20 dias. É apenas para o reparo do telhado que vem apresentando problema”, contou o médico.

Segundo Davi desde que começou os serviços no local foram realizados 870 procedimentos, dentre eles de varizes, ortopedia entre outras. Por mês somam de 80 a 100 atendimentos em média.

Atendimentos e Função

O prédio do São Luiz foi locado e equipado pelo governo do Estado, começando a funcionar em dezembro de 2015, com a intenção de descentralizar a saúde da Capital, atendendo assim pacientes de Dourados e de 33 municípios da região, para realizarem procedimentos como varizes, vasectomia, fimose, ortopedia e urologia, entre outras.

O governo do Estado equipou o local com recursos na ordem de pouco mais de R$ 1,2 milhão em julho desse ano, porém, o novo hospital entrou em funcionamento no dia 1º de dezembro.

Recomendação

Em agosto deste ano, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio dos Promotores de Justiça Etéocles Brito de Mendonça Dias Júnior e Ricardo Rotunno, recomendou ao Estado que revoguasse o Contrato Administrativo nº 74/2015, assim como eventuais aditivos, retirando a gestão do Hospital Regional de Cirurgias Eletivas da Grande Dourados dos cuidados da Associação Beneficente Douradense, o Hospital Evangélico de Dourados.

Na época, os motivos foram levados em consideração é que para a gestão do local, sendo um contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Associação Beneficente Douradense (Hospital Evangélico de Dourados), não foi precedido de licitação ou qualquer procedimento público concorrencial.

Questionado sobre o fato, Vieira disse que o caso já havia sido explicado ao MPE e que acredita que deva estar em tramitação para uma nova empresa assumir. Segundo ele, é possível que após a pausa para o reparo do telhado o local possa vir com uma nova gestão.

“Teve a recomendação do MPE e sei que foi passado para eles o motivo pelo qual não teve a contratação através de licitação ou pelas OS (Organizações de Saúde), já que se tratava de um atendimento em caráter de urgência. Não sei atualmente como está essa questão, mas é um processo que já vem caminhando e acredito que depois que retornar os atendimentos com o reparo do telhado já tenha resolvido isso, ou por licitação ou OS. Mas a paralisação dos atendimentos não tem nada a ver com essa questão, é apenas para o reparo do telhado”, comentou o médico. (Com Informações Dourados News)

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