Rapaz envolvido na morte de namorada ao empinar moto não deve ir a júri popular

Jovem realizava manobras radicais quando perdeu o controle e caiu no córrego Anhanduí, em Campo Grande

O motociclista Thiago Ângelo Lima, 22 anos, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por homicídio culposo por dolo eventual, quando não há intenção de matar, mas assume os riscos dos acontecimento, não deverá ir a júri popular pela morte a namorada Victória Nunes Fretes, 17 anos e poderá ficar livre da pena de 12 a 30 anos de reclusão.

Garota chegou a ser socorrida, mas não resistiu
Garota chegou a ser socorrida, mas não resistiu

Conforme o ofício, o julgamento na Vara Especializada do Júri só se justifica em situações em que o dolo é comprovado, o que, segundo o promotor de justiça Humberto Lapa Ferri, não é caso. O juiz tem até o dia 8 de julho para decidir se aceita ou não o pedido do Ministério Público.

A hipótese de crime doloso foi levantada durante a elaboração do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil e se manteve até o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público. Na ocasião, o delegado responsável pelo caso, Miguel Said, detalhou que Tiago assumiu ter empinado a motocicleta que conduzia pouco antes do local do acidente e tinha histórico de direção perigosa.

O CASO

Thiago Angelo Lima e a namorada, Victória Nunes Frete (Foto: Reprodução / Facebook)
Thiago Angelo Lima e a namorada, Victória Nunes Frete (Foto: Reprodução / Facebook)

No dia 18 de janeiro deste ano, Thiago ia a um evento de manobras próximo ao Detran, na saída para Rochedo. Ele almoçou na casa da adolescente e depois foram para o local. No caminho, o acusado teria empinado a moto, já com a adolescente como passageira. Mas ele disse não se recordar se realizou a mesma manobra em frente ao Horto Florestal. A garota foi arremessada no córrego e acabou morrendo no hospital.

Thiago praticava as manobras há três anos, mas ele afirmou, conforme a denúncia, que empinava somente em locais adequados e não em vias públicas.

As causas da morte de Victória foram traumatismo crânio-encefálico, decorrente do acidente, causado por por um desvio direcional, que pode ter ocorrido por conta de uma manobra ou excesso de velocidade.

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