Racistas têm perfis expostos na internet e perdem emprego nos EUA

Istoé / SF

Marcha supremacista branca em Charlottesville – A conta @YesYoureRacist (Sim, você é racista) tem pedido que pessoas enviem informações sobre os participantes da manifestação

O tiro dos nazistas e extremistas que se reuniram para protestar em Charlottesville, no estado da Virgínia, saiu pela culatra. Pelo menos na vida profissional. Usuários da rede social Twitter estão identificando as pessoas que participaram do protesto e as expondo publicamente. Uma delas, inclusive, já foi demitida do seu emprego por ter comparecido ao evento “Unir a Direita”, que reuniu integrantes de grupos separatistas, supremacistas brancos, neonazistas e membros do grupo racista Klu Klux Klan.

O grupo carregou armas, bandeiras dos confederados americanos, suásticas e até tochas em uma manifestação no sábado contra a retirada de uma estátua do general Robert Lee, que comandou as tropas confederadas na Guerra Civil Americana. Eles entraram em confronto contra um grupo de protestantes de ideias contrárias, inclusive jogando um carro contra a outra manifestação, matando uma pessoa e deixando 20 feridas. Dois policiais morreram no encontro.

A conta @YesYoureRacist (Sim, você é racista) tem pedido que pessoas enviem informações sobre os participantes da manifestação, para que possam ser expostos no Twitter. Identificar membros de uma manifestação não viola os termos de uso do Twitter, que somente suspende a conta caso a informação venha com número de telefone, número de documento ou endereço de casa.

“Cole White, a primeira pessoa que expus, não mais tem um emprego”

A polícia também já prendeu o jovem James Alex Fields Jr., residente da cidade de Maumee, estado de Ohio, acusado de ser o motorista do carro que atropelou dezenas de pessoas. Ele foi acusado de assassinato em segundo grau pelo ataque.

“Este jovem irritado é Peter Cvjetanovic, um estudante da Universidade de Nevada em Reno”

Pela legislação americana, as empresas estão em pleno direito de demitir os funcionários que compareceram ao evento. Em empresas privadas, que são 85% dos empregadores nos Estados Unidos, a primeira emenda — que garante a liberdade de expressão — não garante que empregados não possam ser demitidos por coisas que tenham dito no trabalho ou fora dele. A emenda diz respeito a ações do governo tomada para cercear a liberdade de expressão, não da iniciativa privada.

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