Quadrilha alterou marcas em animais e esperava arrecadar R$ 300 mil com venda

A quadrilha de roubo de gado presa na última sexta-feira (24) pelo Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos de Banco, Assaltos e Sequestros) faturaria 300 mil reais com a venda das 145 cabeças de gado da Fazenda Sapé, no município de Bandeirantes.

De acordo com o delegado titular do Garras, Edilson dos Santos, Liomar da Silva (41), apontado como o mentor do roubo, e Deivide da Silva Arantes (29), teriam alegado que planejaram a ação para sanar dívidas. Como teriam dificuldade para fazer a contenção dos animais eles contrataram os vigilantes patrimoniais, Jefferson Henrique da silva (41), Ormes Eugênio Lopes Acunha (27) e Thiago Pinheiro de Melo (28), que ganhariam 10 mil reais cada um.

Eles embarcaram o gado em nove caminhões e os levaram para uma propriedade arrendada por Liomar há 40 Km de distância do local. Lá os policiais surpreenderam os vaqueiros Jorge da Silva Landes (41) e Gilmar da Silva Landes (40) enquanto borravam a marca do proprietário original e remarcavam os animais.

Os animais seriam vendidos ao frigorífico JBS. Liomar já teria emitido uma nota a empresa através de um sistema do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) chamado de estoque virtual.

Os policiais apreenderam 2 algemas, 4 pistolas, 2 simulacros, fardas da polícia, celulares e um ferro de marcar gado.

Os sete envolvidos serão indiciados por roubo, porte ilegal de arma e associação criminosa.

Luana Campos

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