Quadrilha adulterava guias de pagamento e teria desviado até R$ 300 mil de banco

Oito pessoas são investigadas pela Polícia Civil suspeitos de desviarem pelo menos R$ 74.576,02 do Banco do Brasil em Campo Grande. De acordo com investigações do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), o prejuízo pode chegar a R$ 300 mil.

Veículos apreendidos com os suspeitos  (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Veículos apreendidos com os suspeitos
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

 

Segundo as informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Polícia Civil, um escritório de advocacia que presta serviços jurídicos para o Banco do Brasil, em Campo Grande, tinha senhas de acesso para autorizar pagamentos de ordens de serviço em processos da instituição financeira.

Com essas senhas, um dos funcionários do escritório, identificado como Tiago Ribeiro Duque, passou a autorizar pagamentos usando documentos falsificados. Os comprovantes adulterados eram feitos pelo comparsa dele, Daniel Silvério da Silva.

Os pagamentos foram feitos em nome de Pedro Henrique Cosmo Freitas, 23, Camila Modesto Guisso, 24, Deisielen Sobrinho Moreira, 27, Guilherme Bezerra Antero da Silva, de 25, e Jorge Mendes Lopes, 23.

Algumas ordens de pagamentos também foram emitidas em nome de Adenilson da Silva Gurjão, morador de Belém (PA). Mas o banco conseguiu bloquear o crédito antes da conclusão do golpe. Ele ainda não foi indiciado, mas está sob investigação.

De acordo com o Delegado responsável pelo caso, Edilson dos Santos Silva, todos os envolvidos são réus primários, com exceção de Guilherme. Os outros acusados foram indiciados e vão responder em liberdade.

Eles vão responder pelo crime de Estelionato Mediante Fraude e Associação Criminosa (formação de quadrilha) e podem pegar de 3 a 9 anos de prisão.

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