Puccinelli afirma que permanência do PMDB no governo Dilma não se justifica mais

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) passou por saia justa na manhã desta sexta-feira (4) em Campo Grande.

Temer evitou a imprensa e em falar sobre operação da PF sobre Lula (Foto: Divulgação)
Temer evitou a imprensa e em falar sobre operação da PF sobre Lula (Foto: Divulgação)

Membros da cúpula do PMDB regional cobraram de Temer a saída imediata do partido do governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Temer foi cobrado durante a passagem dele por Campo Grande, onde abriu o 106º Encontro do Conselho dos Tribunais de Justiça do país, no Hotel Deville Prime.

A cobrança ocorreu durante encontro com o vice-presidente no Diretório Estadual do PMDB.

O ex-governador André Puccinelli disse que a presença do PMDB no governo de Dilma não se justifica mais, pelo fato da gestão da petista caminhar para um fim que considerou “melancólico”.

“Para o bem do PMDB e de sua valiosa história, é mais do que prudente que a sigla se retire da base de sustentação de Dilma”, falou Puccinelli.

O ex-governador recordou que o PMDB de MS não tem e nunca teve uma participação efetiva no governo da petista, a julgar pela ausência de peemedebistas do estado em cargos de órgãos federais instalados em MS.

A senadora Simone Tebet, que abriu os discursos que cobraram a saída do PMDB do governo de Dilma, falou que Temer e o partido não representam o governo de Dilma. Ela disse que, a continuar ao lado do governo da petista, o PMDB “mancha o ideário” de Ulisses Guimarães, referindo-se a um dos líderes de maior expressão que passaram pela agremiação.

Para Simone, a operação da Polícia Federal que nesta manhã forçou o ex-presidente Lula a depor na PF e vasculhou a residência de Lula e de sua família, se tornou um motivo a mais para que o PMDB se desligue do governo de Dilma.

Já o senador Waldemir Moka, sugeriu que o PMDB abandone o governo de Dilma tão logo Temer retorne a Brasília nesta sexta-feira.

Vice evita a imprensa

Michel Temer se restringiu, na visita à Capital, a falar sobre a intenção do PMDB de lançar candidatura própria à presidência da República em 2018.

Nos dois eventos em que participou na Capital, temer evitou a imprensa. No diretório do PMDB, a resistência de Temer em falar com os jornalistas foi maior.

Na saída do local, sua segurança formou um cordão de isolamento entre a Van que transportava o peemedebista e a entrada do diretório, impedindo a passagem dos repórteres.

Houve um princípio de conflito entre os seguranças e os jornalistas, e o vice-presidente aproveitou o incidente para embarcar no veículo e sair do local às pressas, em direção ao aeroporto da Capital.

Em seu discurso no diretório do PMDB, Temer falou que o sucesso do partido nas eleições de 2018  depende do desempenho que a legenda terá nas eleições municipais deste ano.

“Temos que nos fortalecer neste ano para chegarmos em 2018 com robustez necessária para sairmos vitoriosos nas urnas”, falou.

Temer alfinetou indiretamente o governo de Dilma Rousseff. Ele sugeriu que a resolução dos graves problemas que o país enfrenta hoje passa por uma intervenção maior da legenda nas decisões da petista.

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