PSDB tem aval do governador para disputar presidência da Assembleia

Parte da bancada do PSDB na AL-MS
Parte da bancada do PSDB na AL-MS

O novo presidente da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) será mesmo escolhido via disputa entre o PSDB e o PMDB, como o Página Brazil apontou na semana passada, na possível e inédita eleição com diferentes candidatos. A reportagem mostrou que o processo estava em andamento, mas diferente da sempre ‘escolha’, que ocorre por acordo da maior bancada ter a preferencia e o nome é praticamente aclamado, como de toda mesa diretora, que é negociada e distribuída até entre todos os partidos. A bancada dos oito deputados tucanos, que hoje forma a maioria no parlamento, reivindica a questão da proporcionalidade ante o encaminhamento que vinha sendo dado para a reeleição do peemedebista Junior Mochi.

A decisão do PSDB foi ratificada na manhã desta quarta-feira (23) entre a maioria dos deputados e o governador ‘do partido’ Reinaldo Azambuja, que deu aval para que se indique um nome para a disputa da presidência da Casa de Lei. “O governador, que já falou que não irá interferir, mas que o partido tem que fazer seu papel e assim, ele deu aval para que a bancada do PSDB indique um nome para a disputa da presidência da Assembleia”, afirmou o líder do partido, Beto Pereira, ao falar a imprensa no plenário da Casa, sobre a reunião, que ocorreu logo cedo hoje.

Os tucanos, como lembrou o deputado, não tem nada contra o atual titular, que foi eleito em 2015, sendo da maior bancada. Mas, hoje, como o PMDB perdeu deputados, está na segunda bancada e assim deveria ‘ceder’ a vaga diante da ‘norma’ adotada ou que em geral é usada no processo de escolha da direção do legislativo. “Como acontece, direta ou indiretamente, o governo influência no processo, e o nosso disse que a bancada é quem decide e ele apoia, como partidário. Assim, queremos o respeito a proporcionalidade, que era usada aqui, que com exceção da última eleição -de Eduardo Cunha – se fazia na Câmara Federal. O governador ratificou uma posição nossa, que os deputados estão livres para escolher nome”, apontou Pereira.

O líder do partido explicou que os deputados irão sentar para decidir o candidato, pois na própria bancada há divisão ou vontade de pelo menos quatro dos oito, em ser o escolhido, e, depois, irão procurar articulação como os demais colegas. “Está decidido que vamos ter candidato. Vamos sentar todos, pois hoje havia a falta do Rinaldo, que está em viagem, para com a presença e participação dos oitos e mais membros do partido, possamos escolher o nome e com este assegurado consenso, possamos depois começar as tratativas”, pontou Pereira, diante a articular apoio dos outros partidos para o indicado.

Reunião

O encontro aconteceu na casa do deputado Flávio Kayatt, e, além do governador Reinaldo, contou com a presença de Maurício Picarelli, Mara Caseiro, Onevan de Matos, Angelo Guerreiro e Beto Pereira. Os outros dois deputados do partido, Felipe Orro e Rinaldo Modesto, não puderem participar por estarem em compromisso de agenda.

mochi_picarelli1Dos oito, Guerreiro e Kayatt não pretendem indicar seus nomes. O primeiro por tomar posse da Prefeitura de Três Lagoas em 1º de Janeiro, e o segundo aguarda indicação para o conselho do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Onevan, Beto, Orro e Picarreli já apontaram desejo pela vaga. Picarelli inclusive foi quem saiu na frente e anunciou sua possível candidatura, como o Página Brazil pontuou na matéria.

Concorrência

Apesar de Reinaldo Azambuja já ter pronunciado que deseja que se chegue a um consenso, a disputa pela presidência da casa de leis estadual deve ser acirrada.

A bancada tucana, com seus oito votos, não é suficiente para fazer frente ao candidato do PMDB. Junior Mochi tem os cinco deputados do partido, mais o apoio dos quatro do PT, além de George Takimoto (PDT) e Zé Teixeira (DEM).

Contudo, até as eleições em 20 de dezembro deste ano, um esperado consenso pode ser articulado, tanto em torno do nome do PSDB quanto da reeleição de Junior Mochi.

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