Promotor do Gaeco diz que mudança em depoimento é “conversa de bêbado”

O promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) Marcos Alex Vera de Oliveira, afirmou que vai escutar ‘sem expectativas’ a gravação entregue nesta terça-feira (16) pelo guarda municipal Fabiano de Oliveira Neves, uma das principais testemunhas da Operação Coffee Break, que investiga a suposta articulação que culminou na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em 2014.

De acordo com o promotor, a possibilidade de um novo depoimento é considerada inconsistente
De acordo com o promotor, a possibilidade de um novo depoimento é considerada inconsistente

Durante a coletiva na sede do Gaeco, o promotor explicou que Fabiano esteve pela manhã no local com intuito de fazer uma retratação da parte que falou do ex-governador André Puccinelli e entregou a gravação que conteria conversas entre ele e o advogado Antônio Trindade.

“Ele sequer citou o ex-governador André Puccinelli em seus depoimentos anteriores, não entendo qual a razão da testemunha querer mudar o depoimento. Está parecendo conversa de bêbado, ou uma estratégia para tentar desqualificar a investigação. Mas este depoimento não é crucial e não é único no conjunto de provas que geraram o resultado das investigações. Portanto, não afetará a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça”, disse Marcos Alex.

De acordo com o promotor, a possibilidade de um novo depoimento é considerada inconsistente por não haver motivo para retratação neste sentido e que o único “André” citado por Fabiano nos depoimentos é o secretário-adjunto de Fazenda da administração do PMDB, André Luiz Cance.
Segundo Fabiano, ele teria sido coagido pelo advogado Antonio Trindade a colocar “André” nos depoimentos, insinuando que ele faria parte da união de forças realizada para retirar Alcides Bernal da prefeitura de Campo Grande.

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