Promotor argentino afirma à Justiça que Alberto Nisman foi assassinado

Pela primeira vez desde que o promotor argentino Alberto Nisman foi encontrado morto, em janeiro de 2015, um funcionário da Justiça do país afirmou se tratar de um caso de assassinato.

Foto Vitor Carreira TelemanXinhus
Foto Vitor Carreira TelemanXinhus

O promotor-geral da Câmara Criminal, Ricardo Sáenz, afirmou, em documento entregue à Justiça, que Nisman foi “vítima de um crime de homicídio”.

No texto, Sáenz diz ainda que Diego Lagomarsino, o dono do revólver encontrado ao lado do corpo, deve ser considerado responsável pelo crime, pois não se pode acreditar nele. Lagomarsino trabalhava para Nisman e havia afirmado que o promotor lhe pedira a arma emprestada por motivos de segurança.

Lagomasino disse à imprensa local nesta quinta-feira (25) que Sáenz “pode dizer o que quiser”, mas que está provado que ele não tem culpa.

Sáenz ainda acatou a apelação da ex-mulher de Nisman Sandra Arroyo Salgado para que a causa seja enviada à Justiça Federal.

Ele argumentou que homicídio é a principal hipótese para o caso, já que ocorreu quatro dias depois de o promotor denunciar a ex-presidente Cristina Kirchner por encobrir o envolvimento do Irã no atentado terrorista à sede da Amia (associação judaica).

Há duas semanas, a juíza Fabiana Palmaghini, responsável pela investigação, havia negado o pedido de Sandra Salgado de mandar a ação para a Justiça Federal. Ela afirmara ser prematuro para sustentar a hipótese de homicídio (Folha.com)

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