Projeto de acadêmica da UEMS transforma lixo em moda

Foto Divulgação
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Vestidos produzidos com saco de lixo, coador de café usado, colheres descartáveis entre outros produtos que poderiam estar no lixo. Tudo isso faz parte do Projeto “Recicle a Escola” criado pela professora de artes Marisa Gonzaga, acadêmica do Mestrado Profissional em Educação (Profeduc), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

O projeto é realizado em parceria com os professores Maurício Morelli e Odete Malheiros na Escola Estadual Antonio Valadares, em Terenos. Na escola, além de produzir roupas com materiais recicláveis, os alunos do Ensino Médio fizeram uma verdadeira transformação nos ambientes, redecorando e dando utilidade a espaços que estavam abandonados. “Revitalizamos a escola. Nos ambientes que estavam largados montamos horta, redecoramos e demos utilidades aos espaços. Hoje vemos as crianças realmente usando todos os espaços”, conta a professora Marisa.

Os vestidos foram apresentados num desfile de moda que aconteceu no ultimo dia 18, no Hall do Auditório da UEMS em Campo Grande.  Alunas do projeto participaram como modelo e desfilaram ao lado dos criadores dos vestidos. “Essas ações são importantes porque aproximam a Universidade dos alunos do Ensino Médio, promovem a visibilidade de ações sustentáveis, já que o meio ambiente é um aspecto primordial para a humanidade”, comentou a gerente da Unidade da UEMS em Campo Grande, professora doutora Kátia Cristina Nascimento Figueira. Os vestidos vão ficar expostos no local até o final do mês.

A professora Marisa Gonzaga pesquisa a atuação dos professores de Artes frente às Escolas, a partir dos anos 90 no Brasil. Ela explica que o projeto “Recicle a Escola” faz parte de uma intervenção prática sugerida em sua pesquisa. Para Marisa o projeto aproxima o aluno da escola, tornando o estudante atuante principalmente em projetos que envolvem o meio ambiente. “Através desse projeto nós vemos a possibilidade de trabalho entre as disciplinas de Artes, Física, Matemática, entre outras. É possível também ver que o aluno deixa um legado para escola, que ele cuida desse espaço”, comentou Marisa.

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