Projeto Câmara Comunitária é recebido “sem crédito” por moradores

População ouve explicação sobre Projeto no lançamento na escola (Foto: Lúcio Borges)
População ouve explicação sobre Projeto no lançamento na escola (Foto: Lúcio Borges)

O inicio do Projeto Câmara Comunitária, da nova direção do Legislativo de Campo Grande, que foi lançado na manhã desta quarta-feira (16) no bairro Serradinho, foi recebido sem muito credito por parte dos moradores, que esperam e querem resultados práticos. Eles apontam que é uma forma de melhorar o contato com os parlamentares, mas não acreditam que as respostas cheguem com a facilidade que o Projeto ‘aparenta’ demonstrar, conforme expôs o presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB).

Segundo Rocha, a ação é para ser “em movimento” com os vereadores recdbendo o morador local em um espaço público e acima de tudo andando no bairro e ouvindo o cidadão e verificando, fiscalizando semanalmente a cada situação que compõem o município. “É para cada vereador sentir e ver a seu modo, a importância, primeiramente do contato de corpo da instituição, mas ao mesmo tempo fazendo a sua avaliação e posterior aplicar seu modo de fazer o mandato. Vamos andar dentro das escolas, ceinfs e nas ruas para este contato”, disse Rocha.

Para a secretaria Fabiola Oliveira, 28 anos, do Jardim Carioca, a iniciativa é considerada boa, pois facilita um contato com os vereadores, mas que a teoria ou promessas tem que ser pouca e a pratica ou resultados têm que ser bem e muito maior. “Se cumprirem o objetivo do Projeto e o que estão falando ou irão falar é interessante para todo mundo. Eles dizem que irão andar, ver com os próprios olhos e o morador poderá repassar, argumentar diretamente com eles, não precisando esperar mandar papel e ir até lá, facilita a falar, pedir a eles que estão mais perto e tem o Poder de fazer ou interferir de alguma forma para ajudar as pessoas e a comunidade em geral. Mas do jeito que é ou está a política ainda fica a duvida de acontecer ou não”, disse a moradora que participou do lançamento da ação na escola.

Já o aposentado Itamar Castoldi, 70 anos, que encontramos na rua, após passagem da comitiva, foi mais enfático falando até em um “bom projeto”, mas que caiu por terra com duras criticas a atuação permanente da Câmara. “Eles tem que vir aqui todo dia ou diversas vezes aleatoriamente, e não em um projeto, que é válido, mas uma, duas vez no ano ou em poucas vezes dentro dos quatro anos de mandato, é muito pouco, pelo tempo, o que deveria ser um vereador e acima de tudo pelo dinheiro que eles ganham. Isto falando nesta ação ou do ‘bom projeto’, pois após as eleições eles nunca mais vieram por aqui, que eu saiba. E ainda, só em ano de eleição, e por tudo que aconteceu na cidade, a turma aqui não quer ver esses caras”, criticou o morador do Serradinho.

Reprovado ou sem crédito

A reportagem entrevistando ou vendo a reação dos moradores ao conversar com os vereadores na rua, constatou que a maior parte não aprovou a ação ou não acredita na eficiência e eficácia do Projeto. “Eles têm que mostrar, trazer resultados, falar ou fazer menos besteiras, e acima de tudo trabalhar com o que interessa e que seja real de cada local. Ter uma visão do todo, mesmo que não vai usar, que não possa usar, fazer tudo. Mas pegar aquele ditado: o menos é mais ou de grão em grão se enche o bico. Não que não possa fazer, é algo fazendo, mas não creio que traga resultados, se muito algo mínimo”, disse Adalton Peixoto, 45 anos.

Vereadores presentes na abertura do Projeto
Presidente João Rocha explicou Projeto na abertura da ação

O presidente da Câmara ressaltou que o Projeto se difere das sessões comunitárias que ocorriam nos anos anteriores. “É para ser dinâmica, a equipe de servidores já estará no local com apoio legislativo, jurídico e chegamos e fazemos algum tempo de reunião. Mas após seguimos para a proposta de liberdade de movimento, sem formalidades, sem discursos. É para circular na escola, ir para ‘rua’. Vamos registrar oficialmente, em fotos, vídeos e documentos, e cada vereador a seu modo”, explicou Rocha.

O chefe do Legislativo explicou também que o Câmara Comunitária irá ocorrer uma vez por semana em um ou vários bairros simultaneamente, sendo feito com todos ou em grupos de parlamentares. “Toda quarta-feira estabelecemos para estar nos bairros com a sessão em ação, como já detalhamos. Mas que a cada quarta, em todas ou parte delas, o projeto será realizado em um bairro ou em dois, três ao mesmo tempo. Poderemos estar todos juntos ou dependendo da região, ser feito grupo de vereadores, por comissão para realizar o Projeto. É uma forma de desenvolvermos ainda mais as Comissões permanentes da Casa e estabelecer prioridades anteriores já, pois em um bairro precisa da Comissão de Saúde e em outro lugar, outra comissão”, detalhou Rocha.

Matéria: Lúcio Borges

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