Profissionais da enfermagem deflagram greve em Campo Grande

A partir deste sábado (20) os trabalhadores de enfermagem de Campo Grande darão início a greve por tempo indeterminado da categoria que pede por reajuste salarial de 8,5% correspondente à reposição da inflação. Na Capital existem em torno de 1.000 profissionais em atuação.

Mesmo diante da alegação do secretário de Administração do município, Wilson do Prado, de que a greve é ilegal e de que a Prefeitura recorrerá judicialmente para suprimir a movimentação, o enfermeiro e representante da Comissão de Negociação dos Trabalhadores da Enfermagem, Hederson Fritz, afirma que a categoria manterá a decisão de paralisar suas atividades até que suas reivindicações sejam negociadas.

De acordo com Fritz mais de 80% dos enfermeiros já aderiram a greve, “só não estão participando os comissionados e cargos de chefia”. Ele explica que desde 2014 tentam uma negociação por meio do sindicato generalista com relação ao piso salarial mas receberam negativa da gestão do município por três vezes.

Sobre a afirmativa do secretário de que não negociaria com o sindicato responsável pelos profissionais porque não possuem carta sindical, o enfermeiro explica que a greve é legal, “cumprimos rigorosamente todas as etapas da Lei de Greve, criamos essa comissão porque o sindicato generalista não nos representa”.

A partir de amanhã serviços de atenção básica e ambulatoriais como vacina, curativos, inalação e laboratório por exemplo, sofrerão corte de 100%. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Centros Regionais de Saúde (CRS) o efetivo trabalha com 30% nas áreas verde e azul. As áreas vermelha e amarela, de urgência e emergência, continuarão com escala cheia.

Luana Campos

 

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