Professoras se dizem enganadas a ir em ato pró-Dilma, mas Fetems contesta

ato-dia-20-02Um vídeo gravado por quatro mulheres, que se declararam professoras de Mato Grosso do Sul, que está circulando na internet, aponta que as mesmas foram ou estariam se sentido enganadas ao serem levadas ontem (31) para Brasília a manifestação em defesa da Democracia, que era ou tomou corpo em ato direcionado ‘pró-presidente Dilma Rousseff’. O movimento que ocorreu na Capital Federal, como em todo Brasil, nesta quinta-feira, mobilizou milhares de manifestantes dos movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores para se unificarem especificamente no Distrito Federal.

O ato levou do Estado, mais de mil pessoas, sendo 650 pessoas capitaneadas pela Fetems (Federação dos Trabalhadores da Educação de MS), onde estavam as quatro professoras. Mas, elas, ao chegarem ao ato ‘pró-Dilma’, não participaram da ação e afirmam que haviam ido para um movimento sobre o setor da Educação e não ao ato político pró-governo federal.

A Fetems contesta as educadoras, que afirmam serem de Mundo Novo e de Naviraí, que ficam respectivamente a 470 e 366 km da Capital, e aparecem no vídeo reclamando da situação, dizendo o primeiro nome, com exceção de Neuza Lima Rodrigues. “Não sabíamos que se tratava disso, chegamos aqui e descobrimos que era este ato político. O que sabíamos era uma luta pela Educação, voltada a Previdência, e decepcionei porque queria lutar em uma luta para todos. Essa luta que dividiu hoje o Brasil é deles. Os cachorros grandes que estão brigando. Não que somos contra a este ato, mas não sabíamos e então não vamos participar”, disseram delas, explicando o caso. Elas afirmam ainda, que foram orientadas no ônibus, que seria da Fetems, a não se envolver com manifestações políticas.

As professoras, que não souberam diferenciar a Fetems, como sendo uma Federação do Estado, dizem que não participaram do ato e aproveitaram o tempo na cidade para conhecer Brasília. “O nosso sindicato nos convocou para vir representar o município no ato pela Educação. Viemos no ônibus pago e que é da Fetems de Campo Grande, mas também para conhecer essa beleza de Brasília. Já que não fomos ao ato, estamos conhecendo com mais tempo a cidade”, declarou Neuza, em vídeo que não tem autoria e ainda fala com as profissionais sobre política partidária, em especifico ‘om o fim do atual governo’.

Todos sabiam de pauta extensa, diz Fetems

A assessoria da Fetems, que tem publicado em seu site, o que seria a manifestação ou as pautas do setor também para este movimento, apontou na manhã desta sexta-feira, 1º de abril, que não acredita na possibilidade das pessoas terem sido ‘enganadas’, mas sim que as mesmas foram de ultima hora e não se informaram para onde iriam.

“Não sei se elas ou mais pessoas, não tomaram conhecimento da pauta que a Fetems ou todos os manifestantes, estavam levando na ‘bagagem’. Mas, apenas quatro, das 650 pessoas, é que estavam perdidas, pois não devem ter sido devidamente informadas de todo o contexto, pois havia no ato o item que mencionaram, mas também diversos outros, aprovados em reunião do Conselho de Presidentes, que é com os 73 sindicatos de MS. A discussão ocorreu em 24 de fevereiro e foi mais de mês para ser repassado. O que pode ter ocorrido, que vieram de última hora, e não foram informadas dos sete itens que compunha a pauta. Se não tivesse sido repassado, mais gente teria tido que ‘não sabia’”, apontou assessoria.

Conforme publicado ainda ontem, no site da Federação, mais de 650 trabalhadores e trabalhadoras em educação de todos os cantos do MS estiveram nas ruas de Brasília, tremulando as bandeiras e carregando o nome da maior Federação de MS. “A mobilização que contou com mais de 150 mil trabalhadores e trabalhadoras teve cinco eixos centrais de luta: contra a Reforma da Previdência; não ao ajuste fiscal e cortes nos gastos sociais; em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores; Fora Cunha e acima de tudo, em defesa do Estado Democrático de Direito”, descreve publicação.

Foto: divulgação Fetems
Foto: divulgação Fetems

De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Botareli, quando convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), a entidade se faz presente e não foge a batalha. “Os nossos 37 anos de história foram marcados pela nossa presença nas ruas de MS e do Brasil, lutando pelos nossos direitos e nesta quinta, mais uma vez, marcamos uma forte presente, levantamos alto a bandeira da Fetems, falamos em alto e bom som que somos contrários a privatização da educação, a reforma da previdência e que na democracia desse país ninguém mexe”, afirma.

Segundo a vice-presidente da Federação, Sueli Veiga Melo, as pautas da educação estão firmes e presentes na mobilização. “A luta em defesa da educação, contra as OSs, a privatização e mercantilização do ensino; e a militarização da escola, é pauta constante da nossa luta e sempre estará presente em nossas mobilizações”, disse.

Matéria : Lúcio Borges

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