Professor Rinaldo fala de cadastramento biométrico de eleitores e Reforma Política

Silvio Ferreira

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal de notícias Página Brazil, o  líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Professor Rinaldo Modesto (PSDB), falou da contribuição que a Casa de Leis deve fazer ao processo de cadastramento biométrico eleitoral, por solicitação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS).

O processo, que deve ser feito até o dia 18 de março do ano que vem por eleitores de todo o país, tem registrado uma demanda muito baixa na Capital. Situação agravada pelo fato de que o cadastramento exige agendamento prévio, com poucos locais na Capital que realizam um número limitado de atendimentos por dia. (Confira aqui mais informações).

Reforma Política – Durante entrevista ao Tribuna Livre, e ao Página Brazil, o parlamentar de Mato Grosso do Sul ainda opinou sobre as diversas propostas em debate no Congresso Nacional sobre a Reforma Política. Rinaldo afirmou ser contrário à proposta da criação do fundo público de financiamento de campanhas de R$3,6 bilhão: “Em um momento de crise como este, a proposta de criação do fundo é inaceitável. Além do que, esse montante, pulverizado entre milhares de candidaturas, serviria apenas para gerar a falsa ideia junto ao eleitorado, de que todos os candidatos têm muito dinheiro para campanha. Principalmente entre aquela parcela dos eleitores que têm interesse em trabalhar com os candidatos durante o processo eleitoral”.

Rinaldo ainda comentou a proposta de mudança do atual sistema de eleições proporcionais (criado para beneficiar pequenos partidos, que conseguem eleger integrantes de suas fileiras ainda que estes recebam uma quantidade inexpressiva de votos), para os sistemas de voto distrital misto ou – mais provavelmente – do chamado “distritão”, que garantiria a eleição dos candidatos mais votados. “Eu já estive dos dois lados (como candidato): sei o que é lutar por votos em um pequeno partido. Mas entre estes novos modelos propostos, sou favorável ao distritão, porque neste sistema são eleitos apenas candidatos que obtiveram mais votos, condição coerente com o regime democrático, em que deve prevalecer a vontade da maioria”, finalizou.

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