Produtores afirmam que “Agronegócio foi esquecido” e protestam contra Estado

O governo do Estado chefiado por Reinaldo Azambuja (PSDB), que tem quase dois anos, já passou por boa avaliação, entre pequenos percalços com servidores públicos e mesmo população em geral, devido a alta de impostos. Mas, a situação avaliativa e acima de tudo de apoios, pode estar em declínio ou já perdidos, como entre produtores rurais, de onde o governador faz parte e é a classe que o ‘elegeu’ majoritariamente. A categoria ou parte dela, que esperava boas medidas e apoio direto, já aponta rompimento com o atual governo, criticando duramente a administração ao externar que o “Agronegócio foi esquecido”, como ainda chamar de “traidor” o governador em campanha pública e marcar protesto para a próxima semana.

O contexto relatado vem de um grupo de produtores rurais independentes, que se uniu para organizar mobilização que acontecerá na quinta-feira (29), na sede do governo no Parque dos Poderes. O grupo está convocando ato presencial e já faz um protesto, ‘Traição Não, Governador’, em publicidade espalha por Campo Grande, alegando distanciamento do governador para e com políticas voltadas para o agronegócio.

“O sentimento entre os produtores é de que o Reinaldo Azambuja está seguindo uma agenda ‘antiagronegócio’. Depois que foi eleito, além de aumentar tributos que afetam diretamente os produtores, não conversa mais com a classe e ou toma atitudes que deveriam beneficiar ou amenizar situações. Na eleição, vendeu a ideia de que iria baixar os tributos, mas não foi isso que aconteceu”, conta um dos organizadores do ato ‘Traição Não, Governador’, que começou a ser divulgado em redes sociais e outdoors pelo Estado.

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Os produtores do ‘grupo independente’, também estão rompendo ou querem chamar atenção de suas entidades representativas, para se mobilizarem pela classe e não ficar calada e até alinhada com o governo, porque membro da categoria passou a fazer parte da administração. O grupo aponta que decidiu se organizar porque consideram que atualmente as entidades como Famasul (Federação da Agricultura de MS) e Acrissul (Associação do Criadores de MS) estariam ‘alinhadas’ com o Governo do Estado, comprometendo a representatividade dos fazendeiros.

Contra produtores

As reclamações dos produtores que organizam o ato ‘Traição Não, Governador’, lista uma série e importantes medidas tomadas ou não, que segundo eles, só desfavorece a classe. Entre os itens pontuados estão os aumentos do ITCD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que foram feitos logo no inicio da gestão, em 2015, além do ato de por fim ao Programa Novilho Precoce.

O grupo ainda aponta que há pela atual administração, uma má gestão do Fundersul e desleixo no acompanhamento de demarcação de terras indígenas, que resulta na atual ocupação de 110 propriedade privadas de Mato Grosso do Sul.

O ato especifico ‘Traição Não, Governador’ está programado para acontecer às 14 horas de quinta-feira (29), na governadoria.

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