Produção industrial de MS registra pequena melhora

O índice relativo à produção industrial sul-mato-grossense registrou uma pequena melhora no mês de maio em relação a abril, marcando 46,8 pontos contra 42,7, conforme a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas estaduais.

Produção industrial melhora (Foto: Fiems)
Produção industrial melhora (Foto: Fiems)

“Esse índice indica que na passagem de um mês para o outro houve diminuição do número de estabelecimentos com queda na produção. O resultado em maio apontou que 36,4% das empresas apresentaram queda na quantidade produzida, contra 41,1% em abril, enquanto os estabelecimentos que apresentaram crescimento aumentaram de 10% para 19,5%”, analisou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ainda de acordo com a Sondagem Industrial, segue elevado o nível de ociosidade da indústria, já que para 52% dos respondentes a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês. “Já o índice ficou em 37,1 pontos em maio e segue muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos. Por fim, a ociosidade média em maio foi de 39%, contra 38% em abril”, informou Ezequiel Resende.

Além disso, o pessimismo recuou e as expectativas melhoram, tendo melhora expressiva, principalmente, em relação às expectativas quanto à demanda e quantidade exportada com os indicadores, avançando 8,6 e 11,5 pontos, respectivamente. “Tal desempenho fez com que as variáveis citadas se situassem acima da linha divisória de 50 pontos, ou seja, mostrando perspectiva de aumento nos próximos seis meses. Por fim, de um modo geral, os índices mostraram melhora no ânimo dos empresários, com todas as variáveis analisadas registrando crescimento na comparação mensal.

ICEI

O ICEI/MS (Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul) aumentou pelo 2º mês consecutivo em junho, alcançando 46,1 pontos, crescendo 5,7 pontos na comparação com o mês anterior e acumulando variação de 6,8 pontos nos dois últimos meses.

“Adicionalmente, é importante ressaltar, que esse foi o melhor resultado dos últimos 23 meses. Contudo, o índice permanece abaixo dos 50 pontos, o que significa que o empresário ainda registra falta de confiança, embora cada vez menos intensa”, explicou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Ele reforça que, considerando os componentes do ICEI/MS, como as condições atuais e expectativas, há crescimento em ambos na comparação mensal – 4,5 pontos em condições atuais e 6,8 pontos em expectativas. “O destaque que o índice de expectativas passou de 45,4 pontos em maio para 52,2 pontos em junho, ou seja, indica expectativa positiva do empresário para os próximos seis meses”, acrescentou.

Em junho, para 69,8% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 64% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 46,8% dos respondentes, sendo que para 45,5% elas não se alteraram.

Expectativas

Para os próximos seis meses, 31,2% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual o pessimismo foi apontado por 29% dos participantes da pesquisa e, em relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 15,6% dos respondentes mostraram-se pessimistas, patamar já distante aos dos que acham que a situação permanecerá igual, que chegou a 42,9%, e também dos que estão confiantes, que está em 39%.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems destaca ainda que intenção de investimento permanece baixa.

“O índice de intenção de investimento do empresário permanece baixo, mas aumentou 2,4 pontos na passagem de maio para junho. Com o aumento, o indicador alcançou 38,1 pontos e, adicionalmente, é importante ressaltar que a parcela dos empresários que pretendem investir nos próximos seis meses aumentou para 32,9%, contra 26,7% do último levantamento”, finalizou.

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