Presidiário da Máxima comandava quadrilha ligada ao PCC de São Paulo

09maximaA Polícia Civil desarticulou nesta sexta-feira (9) uma facção criminosa que era coordenada por um homem detido no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. O grupo atuava de dentro da Penitenciária do Distrito Federal (PDF) e em cadeias de cidades do entorno.

Segundo o delegado Luiz Henrique Sampaio, o chefe do grupo era Genilson Vieira Penaforte, mais conhecido como Tony, que coordenava as ações de dentro do presídio em Mato Grosso do Sul. “Era ele quem comandava e decidia tudo o que seria feito. Os integrantes se comunicavam com ele pelo celular e a partir daí planejavam os próximos passos”, afirmou.

Dos 49 mandados de prisão preventiva expedidos nesta fase da Operação Avalanche, 41 foram cumpridos até agora no DF e nos estados do Mato Grosso, São Paulo, Tocantins e Goiás. A polícia também ouve duas advogadas suspeitas de promover a troca de informações entre membros da organização criminosa.

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), que comanda as investigações, os envolvidos se comunicavam por meio de cartas no Distrito Federal e de celulares nos outros estados. Eles atuavam principalmente com tráfico de drogas, extorsões e roubos, e integram uma das células do Primeiro Comando da Capital (PCC) paulista, que tentava se articular em Brasília.

As investigações começaram em janeiro e, com os mandados expedidos hoje, passa de 60 o número de presos na operação.

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