Presidente do Paraguai questiona soltura rápida de suspeitos de assassinar Rafaat

O presidente do Paraguai Horacio Cartes questionou a rapidez com a qual juízes e promotores liberaram os suspeitos de participar do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, em entrevista concedida ao jornal paraguaio ABC Color, publicada nesta segunda-feira (27). Os acusados ficaram pouco mais de um dia presos.

Presidente do Paraguai, Horacio Cartes (Foto: Divulgação/ABC Color)
Presidente do Paraguai, Horacio Cartes (Foto: Divulgação/ABC Color)

Segundo o ABC, o presidente pontuou que tem sido questionado a respeito e dito que “nós estamos dispostos a dar a vida, mas de que servirá se em tão poucas horas promotores e juízes estão liberando essa gente [supostos assassinos]”.

A liberação dos envolvidos

O brasileiro Renato Signoretti, 36, morador de Ponta Porã, e o paraguaio Mario Sergio Amaral Flores, 42, foram presos na última sexta-feira (24) e soltos no sábado (26). Eles foram liberados pelo Ministério Público Paraguaio depois de um suposto engano da Polícia Nacional Paraguaia

A dupla foi apontada pela polícia como responsável por deixar o assassino de Rafaat, Sérgio Lima dos Santos, em um hospital. Os homens estariam em um veículo VW/Golf, de cor branca, com placas LRA-7689, de Ponta Porã, que foi flagrado pelas câmeras de segurança da unidade.

Santos foi ferido a tiros por guarda-costas de Rafaat enquanto manuseava o fuzil antiaéreo calibre 50, usado para perfurar a blindagem do Hummer do empresário. Ele que é suspeito de ser o assassino do narcotraficante, foi transferido para um hospital da cidade de Fernando de La Mora, a 9 km de Assunção (capital do Paraguai), onde permanece internado sob escolta de policiais paraguaios.

Quando preso, Signoretti negou envolvimento no assassinato, disse que tinha comprado o Golf há uma semana e preparava a documentação de transferência do veículo. O Ministério Público liberou os suspeitos, argumentando que o veículo que levou Santos ao hospital não era um Golf como apontavam os investigadores, mas um Fiat/Siena. Isso rendeu várias críticas ao órgão.

A morte de Rafaat

O empresário e Narcotraficante Rafaat, foi assassinado no início da noite do dia 15 deste mês, numa emboscada em Pedro Juan Caballero. Jornais paraguaios tem divulgado que a polícia atribui o assassinato a facções criminosas brasileiras interessadas no controle do tráfico de drogas nessa região.

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