Presidente da Fetems acredita que 90% da categoria vai aderir à greve

Durante coletiva concedida na tarde de hoje a imprensa, o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (Fetems), Roberto Botareli, afirmou que ficou surpreso com o número de professores que aderiram greve da Rede Estadual de Ensino, “A greve é uma coisa que se constrói, mas logo no primeiro momento tivemos uma aderência de 75% da categoria”. Ele espera que o número suba para 90% nos próximos dias.

Roberto Botareli durante coletiva de imprensa na Fetems
Roberto Botareli durante coletiva de imprensa na Fetems

 

De acordo com Botareli, o descumprimento da Lei 4.330, sobre a política salarial do magistério que prevê 10,98% de reajuste dos professores, e da Lei 4.465, que estipula o pagamento de 1/3 da hora atividade, são frutos da “campanha dos inimigos da educação” e espera uma proposta razoável do governo para que os profissionais voltem a atividade.

A proposta apresentada pelo governo em fevereiro deste ano previa pagamento do percentual de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de 13,01% na folha de fevereiro, retroativo a janeiro de 2015, além da criação de uma comissão permanente para o controle de professores convocados, divulgação dos gastos da Secretaria de Estado de Educação (SED) e o cumprimento do percentual de 10,98% no ano de 2015, bem como piso nacional, por 20 horas, até 2015. Mas, de acordo com Botareli, essas propostas não foram cumpridas, o que acabou desencadeando a greve.

Botareli explicou que a categoria está aberta ao debate e que nova reunião deverá ser realizada na próxima semana para avaliar as alternativas apresentadas pelo governo, “Quem tem que apresentar proposta é o governo. Não adianta a gente apresentar, se eles não têm condições de cumprir”.

“Há 12 anos não havia uma greve, hoje somos o 3° melhor salário do país, mas porque lutamos”, declarou. Durante essa semana ele e a diretoria da Fetems devem decidir se farão ou não uma contraproposta para o governo, “Não adianta chegar com uma proposta e o Governo dizer que não pode pagar”, mas garante que estão abertos ao debate.

Ao todo 279 mil alunos de 362 escolas Estado estão sem aulas.

Luana Campos

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