Presidente da Câmara tenta impedir discurso contra ‘Lei da Mordaça’ e gera protestos

João Rocha (PSDB) presidente da Câmara de Campo Grande tentou impedir que o professor de Ciências Sociais Guilherme Passamane discursasse nesta quinta-feira (7) na Câmara de Campo Grande, gerando protestos dos vereadores que são contra o projeto da ‘Lei da Mordaça’.

O presidente argumentou que a inscrição feita para uso da palavra foi feita em nome de Roberto Botarelli, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e que não é transferível.

Eduardo Romero (Rede) argumentou que a inscrição era da instituição e poderia falar quem quisesse. Parte dos presentes, também contra o projeto de lei, acabou rechaçando a postura de João Rocha.

Com o tumulto instalado na Casa, Luiza Ribeiro (PPS) tentou defender a posição do professor, quando teve o microfone retirado pelo vereador, que afirmou que o assunto já estava encerrado e que a oportunidade ficaria para outro dia. Com a continuação dos protestos, o vereador resolveu conceder o espaço para o professor.

Guilherme Passamani, doutor em ciências sociais e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) afirma que o projeto de lei é desnecessário.

“Terá grande impacto na prática docente dos professores. De fato, o idealizador já diz que isto está na Constituição. Se provado que algum tipo de abuso aconteceu nas escolas já existem leis. O cartaz se torna uma mordaça, vai criar dentro de uma sala de aula um estado de guerra desnecessário, porque a escola também tem função de educar. Escola também função de refúgio para crianças que sofrem diversos tipos de abuso, inclusive sexual, e outros tipos de violência”.

Matéria: Lúcio Borges

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