Prefeitura propõe 13% no vale alimentação e professores mantém greve

A Prefeitura não apresentou nova proposta de reajuste salarial para os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) que estão em greve há 60 dias. É o que afirma o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Alves Gonçalves.

Foto Paulo Francis
Foto Paulo Francis

A categoria se reuniu nesta tarde (7) na sede da ACP para avaliar se insistiriam no reajuste de 13,01%, correspondente ao piso nacional dos professores para jornada de 20 horas ou se aceitariam negociar valor inferior.

Conforme o presidente da ACP, dessa vez, para acabar com a greve, o município propôs reajuste de 13% no cartão alimentação, de agosto até janeiro de 2016. “Nem podemos chamar isso de proposta”, disse Gonçalves após a votação unânime que decidiu pela continuidade do movimento grevista.

Havia grande expectativa que a greve acabasse hoje, pois pela manhã a Prefeitura deu indicativo que poderia cumprir a lei, “mas não há como falar em proposta porque não há nada formalizado”, disse o dirigente.

Desde a última quarta-feira, professores e prefeitura têm se reunido para tentar por fim a greve que começou no dia 25 de maio deste ano e só foi interrompida nas férias escolares.

Diferente das negociações dos outros 73 dias, hoje o presidente da ACP considerou que apesar do resultado da assembleia “houve um avanço nas propostas e que assim, os professores começaram a ter algum benefício”.

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